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Espanha. Há já seis candidatos à liderança do PP

Soraya Sáenz de Santamaria, ex-vice-presidente do Governo espanhol

Chema Moya / Reuters

Entre os nomes na corrida, há lugar para surpresas - caso de Pablo Casado -, candidaturas que se confirmam, como a da ex-vice-presidente do Governo, Sáenz de Santamaría e Dolores de Cospedal, e até uma inesperada ‘desistência’, anunciada por Alberto Núñez Feijóo. Até às 14h desta quarta-feira, outros candidatos podem surgir

Chegou a ser admitida a hipótese de uma candidatura única, para evitar fraturas dentro do partido, mas numa altura em que há já seis candidatos confirmados à liderança do PP espanhol, a opção está definitivamente posta de lado.

Os nomes mais recentes a entrar na corrida são o da ex-vice-presidente do Governo, Sáenz de Santamaría e o da atual secretária-geral do PP, Dolores de Cospedal. Ambas as candidaturas eram mais ou menos esperadas, com a de Cospedal a acabar de ser oficializada.

“Ofereço um projeto claro e vencedor”, afirmou a candidata, que acrescentou: “Creio firmemente que agora temos uma grande oportunidade pela frente e podemos mostrarmo-nos aos espanhois com a grandeza que tem o nosso partido. Temos uma causa boa e justa”.

Também Sáenz de Santamaría deverá falar já como candidata durante esta terça-feira, escreve o “ABC”.

Precisamente a contar com este avanço, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros José Manuel García Margallo jogou na antecipação, assumindo esta segunda-feira, na TVE, o objetivo de conquistar a liderança do Partido Popular. García-Margallo é um inimigo declarado de Santamaría, ainda que na entrevista televisiva tenha deixado claro que concorreria fosse qual fosse a decisão da ex-vice-presidente do Governo.

Mais surpreendente foi o anúncio feito pelo vice-secretário de comunicação do PP. Pablo Casado, 37 anos, entrou a matar, atacando diretamente aquele que era considerado o grande favorito à presidência do partido, Alberto Núñez Feijóo: “Eu sim quero ser presidente do PP, e creio que não devemos esperar pelo futuro, mas devemos sair e conquistá-lo. Não podemos continuar a arrastar os nossos pés durante uma semana para pensar quem quer liderar um partido que é um dos pilares fundamentais do sistema democrático espanhol”.

A (muito direta) declaração foi uma crítica à posição cautelosa de Feijóo, já que o presidente da Galiza preferiu fazer uso de vários dias de “reflexão” antes de tomar uma posição oficial. Veio posteriormente a renunciar à candidatura, anunciando num clima de muita emoção e quase entre lágrimas, não poder “falhar aos galegos”. Porque isso significaria “falhar a mim mesmo”, afirmou.

Na corrida estão também o deputado por Ávila, José Ramón García Hernández, porta-voz das Relações Exteriores do PP, e o ex-presidente das Novas Gerações, José Luis Bayo.

O prazo para registar as pré-candidaturas à presidência do PP termina às 14h desta quarta-feira. No dia 5 de julho, os militantes escolherão nas urnas quem passa à segunda fase, podendo oficialmente suceder a Mariano Rajoy no congresso extraordinário do partido, marcado para 20 e 21 de julho.

Na noite de segunda-feira, na primeira entrevista concedida após tornar-se chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez garantiu ter a intenção de levar ao fim a atual legislatura, pelo que não convocará eleições até junho de 2020. Justifica a decisão pela necessidade de “normalizar”a vida política do país.
Em relação à situação na Catalunha, adiantou que no início de julho terá um encontro com o presidente da Generalitat, Quim Torra, considerando “razoável” a ideia de transferir os políticos independentistas detidos para prisões catalãs, assim que esteja concluída a instrução dos seus processos.
Sánchez abordou também a política relativa aos migrantes, para afirmar que não a vai mudar unilateralmente. Não vamos abrir as fronteiras”, frisou , mas sim solicitar à União Europeia a existência de uma coordenação absoluta nesta matéria.

(Artigo atualizado às 14h15)