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Rússia enrijece músculo nuclear no enclave entre Polónia e Lituânia, dizem cientistas americanos

reuters

A Federação de Cientistas Americanos revela imagens do que pensa serem trabalhos de expansão do abrigo de armazenamento de armas nucleares no enclave russo de Kaliningrado, junto ao Mar Báltico. O local é um posto avançado do Kremlin no leste europeu contra a expansão da Aliança Atlântica e serve como base para a frota báltica da Rússia. E é também um dos locais onde atualmente se disputa o Mundial de Futebol

A Rússia poderá ter avançado consideravelmente nos trabalhos de expansão do abrigo de armazenamento de armas nucleares no seu enclave de Kaliningrado, situado entre a Polónia e a Lituânia. As atividades recentes estão a ser vistas como uma demonstração de força do Kremlin em relação à NATO.

A informação é avançada pelo jornal inglês “The Guardian”, que cita a Federação de Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês). Esta segunda-feira, a FAS publica imagens de satélite de um local de armazenamento no enclave russo, junto ao Mar Báltico, que nos últimos meses terá sido escavado em maior profundidade e, em seguida, coberto com cimento.

No entanto, a FAS afirma que não é ainda claro se as forças armadas russas já têm ogivas nucleares no local, se pretendem transportá-las para lá ou se o abrigo está a ser alvo de intervenções para poder acolher armas nucleares a breve prazo.

Kaliningrado, entre as ogivas nucleares e a bola do Mundial

Além de ser um dos locais do Campeonato Mundial de Futebol, que se joga atualmente, Kaliningrado é um posto avançado do Kremlin no leste europeu contra a expansão da Aliança Atlântica e também serve como base para a frota báltica da Rússia. Os trabalhos no bunker, que agora terão conhecido uma nova fase, começaram em 2016.

Em janeiro deste ano, as forças armadas russas anunciaram que tinha sido construída a infraestrutura necessária para acomodar uma presença permanente de mísseis Iskander-M, capazes de transportar ogivas convencionais e nucleares num raio de 500 quilómetros, recorda o jornal “The Guardian”. Por seu lado, Washington afirma que estes mísseis, por causa da sua abrangência, violam o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, assinado em 1987 entre os EUA e a então União Soviética.