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Trump bateu continência a um general norte-coreano e isso está a dar que falar

Politico/BBC

Por norma, os Presidentes dos EUA não fazem a saudação militar a oficiais de países adversários e, apesar do encontro histórico de terça-feira, Washington e Pyongyang não têm uma relação diplomática formal. As críticas de que Donald Trump está a ser alvo lembram os primeiros anos da presidência Obama, quando este se curvou perante dois líderes estrangeiros

O Presidente dos EUA está a ser alvo de críticas depois de na quinta-feira terem sido divulgadas imagens de Donald Trump a bater continência a um general da Coreia do Norte. Por norma, os Presidentes norte-americanos não fazem a saudação militar a oficiais de países adversários e, apesar do encontro histórico de terça-feira, Washington e Pyongyang não têm uma relação diplomática formal.

O senador democrata do Havai, Brian Schatz, escreveu no Twitter: “Não estou a tentar ser gratuito ou injusto, mas bater continência a um general de um inimigo militar não é uma coisa importante?”.

As imagens foram reveladas pelo canal de notícias estatal da Coreia do Norte. O general começa por bater continência a Trump, que lhe responde da mesma forma antes de lhe apertar a mão. Atrás, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, sorri.

O jornal americano “Politico” recorda que também Barack Obama esteve debaixo de fogo nos primeiros anos da sua presidência quando se curvou diante de dois líderes estrangeiros: em 2009, perante o imperador japonês Akihito durante uma visita ao Japão e, no mesmo ano, perante o rei Abdullah da Arábia Saudita.

No primeiro caso, os críticos disseram que a atitude demonstrava fraqueza dos EUA no cenário mundial. No segundo caso, o próprio Trump viria, em 2012, a escrever no Twitter: “ainda queremos um Presidente que se curva perante os sauditas e deixa a OPEP [Organização dos Países Exportadores de Petróleo] enganar-nos?”.