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Internacional

ONU lança apelo para que principal porto do Iémen permaneça aberto

KHALED ABDULLAH/REUTERS

O Conselho de Segurança reuniu-se na sequência da intensificação dos ataques da coligação pró-governamental contra os rebeldes houthis. As forças da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, que apoiam o Governo iemenita, estão perto de tomar o aeroporto de Hodeida. O porto da cidade é uma das principais portas de entrada da ajuda humanitária no país

O Conselho de Segurança da ONU voltou esta quinta-feira a apelar para que o porto de Hodeida, no Iémen, controlado por rebeldes, permaneça aberto. O porto é uma das principais portas de entrada de carregamentos de navios com ajuda humanitária e bens comerciais no país.

O órgão das Nações Unidas reuniu-se à porta fechada na sequência dos ataques por terra e ar ao porto, realizados na véspera pela coligação militar de forças leais à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos.

Antes das conversações, o embaixador sueco da ONU, Carl Skau, defendeu que o Conselho de Segurança deveria pedir a interrupção imediata das operações militares. Não houve, no entanto, apoio suficiente para exortar os dois países da coligação, que apoiam as forças pró-governamentais do Iémen, a suspenderem a ofensiva.

O embaixador russo, Vassily Nebenzia, que preside ao Conselho de Segurança, anunciou que os membros do Conselho estavam “unidos na sua profunda preocupação com os riscos para a situação humanitária” no país, reiterando que tanto o porto de Hodeida como o de Salif devem permanecer abertos.

Coligação perto de tomar aeroporto

Desde que confrontos violentos começaram na manhã de quarta-feira, as forças pró-governamentais estão cada vez mais perto de tomarem posições-chave da cidade de Hodeida. Segundo as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, a coligação encontrava-se a menos de dois quilómetros do aeroporto.

Citando relatos de moradores, a agência de notícias Reuters avança que helicópteros de ataque da coligação bombardearam uma área costeira perto do aeroporto. Importantes posições dos rebeldes houthis, apoiados pelo Irão, foram atacadas por artilharia naval e aérea.

O mais grave desastre humanitário do mundo

A guerra entre a coligação árabe e os houthis é apenas uma das faces da instabilidade que atingiu o Iémen, definido como o mais grave desastre humanitário do mundo. No sul, forças locais, apoiadas pelos Emirados Árabes Unidos e assistidas por drones americanos, estão a lutar contra o ramo iemenita da Al-Qaeda.

Os insurgentes do sul querem separar-se do norte, enquanto o Presidente internacionalmente reconhecido do Iémen, Abdu Rabbu Mansour Hadi, não tem um eleitorado natural no país e vive exilado na Arábia Saudita.