Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Governo grego enfrenta moção de censura por causa de acordo com a Macedónia

Milos Bicanski/Getty

Oposição considera que a maioria dos gregos está contra a designação da agora República da Macedónia do Norte e questiona se o governo tem o direito de assinar um acordo desta natureza sem consultar previamente o parlamento

O líder da oposição na Grécia, o conservador Kyriakos Mitsotakis, apresentou esta quinta-feira uma moção de censura contra o governo de Alexis Tsipras, decisão tomada por causa do acordo alcançado sobre a designação da agora República da Macedónia do Norte.

Mitsotakis considera que a maioria dos gregos está contra e questiona se o governo tem o direito de assinar um acordo desta natureza sem consultar previamente o parlamento.

A moção será votada no sábado. Para garantir a sua derrota, o governo precisa de pelo menos 151 votos entre os seus 154 deputados.

O acordo anunciado na terça-feira, e saudado pela generalidade dos líderes europeus, foi o resultado de seis meses de negociações e ultrapassa um diferendo de 26 anos entre os dois países. Se ambos o ratificarem, a Grécia suspenderá o seu veto à adesão da Macedónia do Norte à União Europeia e à Nato.

Também o Presidente macedónio, Gjorge Ivanov, e o líder do principal partido da oposição no país, o conservador VMRO-DPMNE, rejeitaram o acordo.

Gjorge Ivanov acusou o primeiro-ministro Zoran Zaev, de negociar de maneira irresponsável com o seu homólogo grego, Alexis Tsipras, e reiterou a sua recusa a uma revisão da Carta Magna.

“É um tema extremamente importante para os cidadãos da república da Macedónia e não é possível que se resolva por telefone um acordo pessoal entre os dois primeiros-ministros”, disse o Presidente da Macedónia.

Ivanov afirmou que o acordo precisa de um amplo consenso nacional, para que “não viole a dignidade dos cidadãos”.

Já o líder da oposição, Hristijan Mickoski, acusou o primeiro-ministro de “traição” ao “aceitar todas as exigências gregas” e reclamou a realização de eleições antecipadas.

Mickoski exigiu que, em caso de referendo sobre o acordo, seja vinculativo e não de caráter consultivo e prometeu que votará contra.