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Internacional

Governo argentino diz que volatilidade da moeda vai diminuir

EITAN ABRAMOVICH

Nicolas Dujovne, ministro da Economia e Finanças da Argentina garantiu que o pagamento à Argentina de 15 milhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional "vai contribuir para diminuir a turbulência no mercado de divisas". "Estamos a trabalhar para conseguir essa normalização", referiu o ministro

O ministro da Economia e Finanças da Argentina, Nicolas Dujovne, fez esta sexta-feira uma intervenção para tranquilizar os argentinos, que têm procurado a compra de dólares, assegurando que a instabilidade cambial vai diminuir na próxima semana.

Na quinta-feira, a procura de dólares foi de tal ordem que o peso argentino registou uma desvalorização de 6% num único dia, depois de uma depreciação acentuada nos últimos dois meses.

O ministro garantiu que o pagamento à Argentina na quarta-feira de 15 mil milhões de dólares, a primeira parcela de um empréstimo de 50 mil milhões de dólares negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), "vai contribuir para diminuir a turbulência no mercado de divisas". "Estamos a trabalhar para conseguir essa normalização", referiu o ministro numa conferência de imprensa.

Nicolas Dujovne disse que o Presidente argentino, Mauricio Macri, (de centro-direita) mantém o mesmo rumo económico, com um programa de austeridade para reduzir o défice orçamental e uma taxa de câmbio flutuante. "O programa económico do Governo continua o mesmo. É um programa preventivo para evitar uma crise, não é um programa para solucionar a crise", sublinhou.

O ministro afirmou que a terceira economia da América Latina tem "problemas económicos há 70 anos" e que "se a Argentina recuperar a confiança na sua moeda, isso será um passo importante". Na quinta-feira, o então ministro das Finanças argentino, Luis Caputo, foi nomeado presidente do Banco Central da Argentina substituindo Federico Sturzenegger.

Com esta nomeação, Nicolas Dujovne passou a acumular a pasta da Economia e a das Finanças. Dujovne salientou que o banco central vai continuar a trabalhar de forma independente, o que está assegurando num projeto de lei que o Governo vai enviar ao Congresso nos próximos dias.