Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Autor de esfaqueamento em Turku, na Finlândia, foi condenado a prisão perpétua

Homem, que já tinha sido sinalizado por radicalização, gravou um vídeo em que afirmava que pretendia “morrer como um mártir”

O autor do ataque terrorista ocorrido em agosto passado em Turku (sudoeste da Finlândia), um marroquino que esfaqueou mortalmente duas mulheres e feriu outras oito pessoas, foi esta sexta-feira condenado a prisão perpétua.

Abderrahman Bouanane, de 23 anos, foi considerado culpado por "dois assassínios com intenção terrorista e oito tentativas de assassínio com intenção terrorista", indicou o texto da sentença, citado pelas agências internacionais. A 18 de agosto de 2017, Abderrahman Bouanane matou com uma arma branca duas mulheres finlandesas e feriu outras oito pessoas, seis mulheres e dois homens.

Antes do ataque, que se tratou do primeiro deste tipo em território finlandês, o marroquino manifestou o seu apoio ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) através das redes sociais. O homem, que já tinha sido sinalizado por radicalização, também gravou um vídeo em que afirmava que pretendia "morrer como um mártir".

A organização 'jihadista' nunca chegou a reivindicar este ataque em solo finlandês. "A intenção de Bouanane era espalhar o terror entre a população da Finlândia, assim como em outros países europeus", referiu o texto da sentença.

Abderrahman Bouanane chegou à Finlândia em 2016 como requerente de asilo e foi "progressivamente radicalizado em 2017" após a rejeição do seu pedido, explicaram as autoridades judiciais finlandesas.

"A razão da mudança de atitude não é clara. A frustração ligada à recusa do seu pedido de asilo poderá ter contribuído, como argumentou a defesa de Bouanane, para a sua radicalização", acrescentaram as mesmas fontes.

Abderrahman Bouanane dispõe de 30 dias para recorrer da sentença. A prisão perpétua na Finlândia corresponde, em média, a 14 anos de reclusão efetiva. Atingido a tiro numa coxa aquando da sua detenção, Abderrahman Bouanane foi o único suspeito deste ataque que teve como alvo deliberado as mulheres.