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Internacional

Hungria e Eslováquia elogiam decisão da Itália de rejeitar navio com migrantes

Viktor Orbán, chefe do Governo húngaro

Leonhard Foeger/Reuters

A decisão da Itália de não autorizar a entrada nos seus portos do navio "Aquarius" com 629 migrantes a bordo foi elogiada pelos chefes de governo da Hungria e da Eslováquia

Os chefes de governo da Hungria, Viktor Orbán, e da Eslováquia, Peter Pellegrini, elogiaram esta terça-feira a decisão da Itália de não autorizar a entrada nos seus portos do navio "Aquarius" com 629 migrantes a bordo.

"Quando ouvi a notícia apenas me exprimi com um suspiro e disse: 'Por fim!'", declarou Orbán após uma reunião com o social-democrata Pellegrini.

Itália e Malta rejeitaram a entrada nos seus portos de uma embarcação que transportava 629 refugiados, uma medida que foi criticada pela ONU, Conselho da Europa e numerosas ONG.

Segundo Orbán, "durante muito tempo" argumentou-se que as fronteiras marítimas não se podem defender.

"O que faltava era vontade e não capacidade", acrescentou Orbán, conhecido pela sua categórica rejeição da imigração e dos refugiados, a quem relaciona com o terrorismo e a criminalidade.

Por sua vez, Pellegrini considerou que, atualmente, se uma pessoa se lança à água "não pode estar segura de que seja levada para território da União Europeia".

"A decisão italiana é apenas um começo que obrigará outros países a criar um sistema eficaz de defesa das fronteiras", considerou o primeiro-ministro eslovaco.

"Não alteraremos a nossa decisão de sermos nós a decidir com quem queremos conviver", realçou Pellegrini, para acrescentar que a grande maioria da população da Europa "está de acordo com aquilo que o Grupo de Visegrad diz sobre o tema".

Os países do Grupo de Visegrad [que integra a Hungria, Eslováquia, Polónia e República Checa] opuseram-se à recolocação de refugiados no interior da UE e rejeitaram as políticas de acolhimento.

Após a recusa de Itália e Malta, Espanha permitiu a entrada do barco que se vai dirigir para o porto de Valência, uma decisão que foi aplaudida pelo secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjorn Jagland, e pela Comissão Europeia.

Segundo as últimas informações, a Cruz Vermelha coordenará o dispositivo de chegada e o primeiro acolhimento dos 629 imigrantes resgatados após a sua chegada ao porto de Valência.