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Internacional

EUA/Coreia do Norte: Reino Unido saúda “cimeira construtiva” que pode estabilizar região

Leon Neal/GETTY

Reino Unido considera a cimeira Trump/Kim como uma “cimeira construtiva” que poderá trazer estabilidade para o crescimento económico global.

O Governo britânico saudou esta terça-feira a "cimeira construtiva" entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, no sentido de estabilizar a região, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson.

"Congratulamo-nos com o facto de o Presidente Trump e Kim Jong-un terem realizado uma cimeira construtiva. Este é um passo importante para a estabilidade de uma região vital para o crescimento económico global e onde estão milhares de cidadãos britânicos e o Reino Unido tem interesses importantes", referiu num comunicado.

O compromisso de avançar para completa desnuclearização da Península Coreana que já tinha sido assumido na Declaração de Panmunjom, acrescentou, "é um sinal de que Kim Jong-un pode ter finalmente percebido a mensagem de que apenas uma mudança de rumo pode trazer um futuro seguro e próspero à população da Coreia do Norte".

Porém, avisou que "ainda há muito trabalho a ser feito" e exorta o líder norte-coreano para que "continue a negociar de boa fé uma desnuclearização total, verificável e irreversível", reiterando o apoio britânico aos EUA neste objetivo.

Os líderes dos EUA e da Coreia do Norte apertaram esta terça-feira as mãos e acordaram a "total desnuclearização" da península coreana, com Donald Trump a passar a imagem de uma reunião de sucesso.

Na declaração inicial, Trump disse que deu "garantias de segurança" à Península coreana e que em troca recebeu a promessa de total desnuclearização do programa de armamento norte-coreano, considerando que as negociações correram "muito bem", mas avisando que o processo é longo e que deverá ser necessário um segundo encontro com o seu homólogo norte-coreano.

Na apresentação do acordo, Trump afirmou que as sanções vão permanecer em vigor até ser comprovado que a Coreia do Norte está a destruir as suas armas, sublinhando que "esse processo quando se começa basicamente está feito, porque deixam de poder usar as armas".

Sobre as garantias de segurança, o líder norte-americano disse que não vai, para já, reduzir a presença militar norte-americana na península coreana, mas assegurou: "Nalgum ponto os 32 mil soldados [norte-americanos] vão voltar a casa e vamos parar com os jogos de guerra".

Trump admitiu ir a Pyongyang no futuro e acrescentou que já convidou o líder norte-coreano para a Casa Branca "na altura apropriada, e ele aceitou".

Este encontro histórico ocorreu depois de, em 2017, as tensões terem atingido níveis inéditos desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), face aos sucessivos testes nucleares de Pyongyang e à retórica beligerante de Washington.