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Hong Kong. Três jovens recebem penas históricas de prisão por “motim” contra domínio chinês

ISAAC LAWRENCE // Getty Images

Sete, seis e três anos e meio de prisão foram as sentenças aplicadas a três manifestantes da oposição radical do território autónomo. São as penas mais severas desde que Hong Kong voltou ao domínio da China. O caso remonta a 2016

Três manifestantes da oposição radical de jovens de Hong Kong receberam esta segunda-feira as penas mais severas impostas a ativistas desde que o território voltou ao domínio chinês em 1997, revelou a agência de notícias Reuters.

Um dos líderes de um movimento que defende a independência em relação à China, Edward Leung, foi preso por seis anos por tumultos e assaltos à polícia num protesto em 2016 que se tornou violento. Leung foi considerado culpado de tumultos e confessou ter agredido um agente da polícia.

Dois outros ativistas, Lo Kin-man e Wong Ka-kui, receberam penas de sete anos e três anos e meio de prisão, respetivamente, por tumultos.

Cerca de 130 pessoas, na sua maioria polícias, ficaram feridas quando manifestantes mascarados atiraram tijolos e incendiaram caixotes do lixo em protesto contra o que consideravam a invasão chinesa da autonomia e liberdades de Hong Kong. O motim é definido no território como uma reunião de três ou mais pessoas onde um indivíduo “comete uma violação da paz”, estando prevista uma pena máxima de dez anos de prisão.

A ofensa foi alterada pela última vez em 1970, alguns anos após uma rebelião pró-comunista contra o domínio britânico, que durou meses e matou pelo menos 50 pessoas, incluindo crianças.