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Internacional

Ébola. UE destina €1,8 milhões para apoiar República Democrática do Congo

A União Europeia vai destinar 1,8 milhões de euros para apoiar a luta contra o surto de Ébola que afeta a população da República Democrática do Congo (RDCongo), e que já causou 28 mortos

A Comissão Europeia anunciou esta segunda-feira que vai destinar 1,8 milhões de euros para apoiar a luta contra o surto de Ébola que afeta a população da República Democrática do Congo (RDCongo), e que já causou 28 mortos.

Em comunicado, Bruxelas precisou que esta verba se destina "à coordenação e às operações logísticas da resposta em curso, ao controlo e prevenção de infeções", assim como "à vigilância dos pontos de entrada e saída" das áreas afetadas e à realização de "enterros seguros".

A ajuda será ainda canalizada para o apoio a centros médicos nas áreas afetadas pelo surto de Ébola.

O financiamento faz parte do apoio global da União Europeia contra o surto, que inclui também a ativação do Mecanismo de Proteção Civil do bloco comunitário, e a deslocação do serviço aéreo comunitário, usado para transportar pessoal e material médico nas zonas afetadas.

"Desde que o surto do Ébola foi declarado a 8 de maio, a UE apoiou imediatamente os esforços da Organização Mundial de Saúde e das autoridades nacionais para controlar a propagação da doença. Os surtos anteriores ensinaram-nos uma lição valiosa: não podemos ser complacentes com o Ébola", frisou o comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides.

O número de mortos por Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) subiu para 28, anunciou esta segunda-feira o Ministério da Saúde. Segundo os últimos dados, nas três áreas do país afetadas pelo surto, as rurais de Bikoro e Iboko, e a urbana de Mbandaka, foram registados 66 casos, dos quais 38 foram confirmados, 14 são prováveis e 14 suspeitos.

Este surto de Ébola, localizado inicialmente nas áreas rurais do noroeste e depois na área de Mbandaka, é o nono que atinge a RDCongo desde que o vírus foi descoberto em 1976 neste país, quando ainda se chamava Zaire.

A doença - que é transmitida por contacto direto com sangue e fluidos -- causa hemorragias e tem uma taxa de mortalidade de até 90%.
A pior epidemia de Ébola registada foi declarada em março de 2014, com os primeiros casos a remontar a dezembro de 2013 na Guiné-Conacri, que depois se alastraram à Serra Leoa e Libéria.

A Organização Mundial de Saúde anunciou o fim da epidemia em janeiro de 2016, depois de registados mais de 28.500 casos confirmados e 11.300 mortes, embora tenha admitido que o número real possa ser superior.