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Internacional

Putin ameaça líderes ucranianos: não aproveitem o Mundial para atacar separatistas

ILYA NAYMUSHIN/ Reuters

Presidente da Rússia promete “consequências muito graves” se Kiev iniciar ofensiva militar contra territórios orientais secessionistas, apoiados por Moscovo. “O Estado ucraniano no seu conjunto” sofrerá as consequências, disse. Putin acusa a Ucrânia de ser “incapaz” de resolver a situação e apelida de “absurda” a atitude de tentar reestabelecer a integridade territorial

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou a Ucrânia com “consequências muito graves” se Kiev aproveitar o Campeonato Mundial de Futebol para iniciar uma ofensiva militar contra os territórios orientais ucranianos. Estes territórios estão sob o controlo de secessionistas pró-russos, ajudados por Moscovo.

A advertência foi feita esta quinta-feira durante a sessão anual em que Putin responde a perguntas, sobretudo de natureza económica e social, formuladas a partir de zonas distintas da Rússia.

O chefe de Estado russo disse que esperava que não se chegasse a este nível de “provocações”. No entanto, se isso acontecer, “o Estado ucraniano no seu conjunto” sofrerá as consequências, ameaçou Putin, voltando a sublinhar que espera que “nada de semelhante aconteça”.

“Vemos o que acontece [no leste da Ucrânia] e vemos como as pessoas aguentam tudo isso. Damos apoio às duas repúblicas não reconhecidas [a República Popular de Donetsk e a República Popular de Lugansk] e continuaremos a fazê-lo, mas tudo o que acontece à volta destes territórios é lamentável”, disse.

Dirigentes ucranianos são “incapazes e absurdos”, acusa Putin

Putin apontou o dedo aos líderes ucranianos, que acusa de serem “incapazes” de resolver a situação. “Como é que se pode resolver este problema organizando um bloqueio total de territórios que consideram ser seus? Como é que se pode submeter constantemente a tiroteios cidadãos pacíficos?”, questionou-se o Presidente russo, que apelidou como “absurda” a atitude da Ucrânia relativamente ao restabelecimento da sua integridade territorial.

Para Vladimir Putin, o problema agrava-se com a proximidade das eleições na Ucrânia. Os líderes ucranianos não precisam dos eleitores desses territórios porque “é claro que estes nunca votação nas autoridades que estão no poder”, defende. As eleições presidenciais na Ucrânia estão agendadas para março do próximo ano.