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Internacional

Gana dissolve federação nacional de futebol na sequência de alegações de corrupção

Kwesi Nyantakyi, à esquerda, em segundo plano na foto

PIUS UTOMI EKPEI/AFP/Getty Images

Presidente da federação foi filmado a aceitar cerca de 55 mil euros de um repórter disfarçado. Além de presidir à federação, Kwesi Nyantakyi, que ainda não comentou as alegações contra si, é vice-presidente da Confederação Africana de Futebol e membro do Conselho da FIFA. Ministro da Informação do país fala em “natureza generalizada de podridão aparente”

O Gana dissolveu a sua federação nacional de futebol depois de o presidente do organismo ter sido filmado a aceitar largas quantias de dinheiro como “presente”. Kwesi Nyantakyi surge nas imagens a receber 65 mil dólares (cerca de 55 mil euros) de um repórter disfarçado que fingia ser um homem de negócios com vontade de investir no futebol ganense.

Além de presidir à federação, Nyantakyi, que ainda não comentou as alegações contra si, é vice-presidente da Confederação Africana de Futebol e membro do Conselho da FIFA.

O documentário do jornalista Anas Aremayaw Anas, intitulado “When Greed and Corruption Become the Norm” (Quando a ganância e a corrupção se tornam a norma), foi entregue às autoridades no mês passado e exibido publicamente pela primeira vez na quarta-feira.

“Natureza generalizada de podridão”

O ministro da Informação do Gana, Mustapha Abdul-Hamid, anunciou que o Governo “decidiu adotar medidas imediatas para dissolver a GFA [Associação de Futebol do Gana]”, citando a “natureza generalizada de podridão aparente”.

Ironicamente, desde que assumiu a presidência da federação nacional, Nyantakyi fez do combate à corrupção uma das suas principais bandeiras.

Caso o acordo fictício tivesse sido concretizado, estima-se que Nyantakyi conseguiria arrecadar quatro milhões e meio de dólares (cerca de 3,8 milhões de euros) do desvio de fundos.