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Expresso

Internacional

Coreia do Norte deve começar a libertar presos políticos antes da cimeira com EUA, recomenda ONU

Tomas Ojea Quintana, relator especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte

FABRICE COFFRINI/AFP/Getty Images

O relator especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Tomas Ojea Quintana, saudou a libertação de três cidadãos americanos por Pyongyang no mês passado e pediu “um gesto concreto” em relação aos presos arbitrários no país. Os direitos humanos devem desempenhar um papel importante na cimeira de terça-feira em Singapura porque “os direitos humanos, a paz e a segurança estão ligados”, defende

A Coreia do Norte deve começar a libertar os presos políticos antes das conversações com os EUA sobre a desnuclearização e discutir com as Nações Unidos a questão dos direitos humanos. A recomendação foi feita esta quinta-feira pelo relator especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos no país, Tomas Ojea Quintana.

Em conferência de imprensa em Genebra, Quintana saudou a libertação de três cidadãos americanos por Pyongyang no mês passado e pediu “um gesto concreto” da Coreia do Norte em relação aos presos arbitrários no país.

Desconhece-se o número exato de presos políticos do regime de Kim Jong-un. No entanto, o especialista da ONU, que ainda não foi convidado para visitar o país em dois anos de mandato, estimou que poderia haver mais de 80 mil. Quintana, que foi relator especial das Nações Unidas para Myanmar, lembrou que uma amnistia neste país do sudeste asiático resultou na libertação de dois mil detidos. Na Coreia do Norte, “poderá ser um processo gradual”, defendeu o responsável.

O especialista sublinhou que os direitos humanos devem desempenhar um papel importante na cimeira EUA-Coreia do Norte, agendada para a próxima terça-feira em Singapura, porque “os direitos humanos, a paz e a segurança estão ligados”. Quintana mostrou-se ainda preocupado com os 10 milhões de norte-coreanos que precisam de assistência humanitária.