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Expresso

Internacional

Nações Unidas sancionam seis líderes do tráfico de migrantes na Líbia

Sanções aplicadas incluem o congelamento das contas bancárias e as proibições de viajar e visam dois eritreus

O Conselho de Segurança sancionou nesta quinta-feira seis pessoas que lideravam redes de tráfico de migrantes na Líbia, no primeiro processo do género para as Nações Unidas, que tinha sido adiado devido a esclarecimentos solicitados pela Rússia.

"No outono passado, as imagens dos migrantes a serem vendidos como escravos na Líbia chocaram as nossas consciências e o Conselho de Segurança tinha prometido tomar medidas. As sanções de hoje enviam uma mensagem clara sobre a unidade da comunidade internacional para procurar sancionar os culpados e as redes de tráfico de seres humanos", disse Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas. A diplomata referiu que no mundo "não existe lugar para as violações dos direitos humanos e da dignidade".

As sanções aplicadas são o congelamento das contas bancárias e as proibições de viajar e visam dois eritreus - Ermias Ghermay e Fitiwi Abdelrazak - e quatro líbios - Ahmad Umar al-Dabbashi, Abu Musab-Qarin, Mohammed Kachlaf e Abd al-Rahman al-Milad -- sendo este último chefe de uma unidade da guarda costeira.
Em maio, a Rússia suspendeu o processo das sanções, pedindo mais informações sobre as provas utilizadas para sancionar as seis pessoas.

Moscovo também referiu que os documentos falavam de redes que "se estendiam a vários países europeus e aos Estados Unidos", questionando a relevância de se sancionar seis indivíduos africanos.