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Internacional

Rússia diz que acusações de ataque visam justificar “potenciais ataques militares externos”

Mouneb Taim/Anadolu Agency/Getty Images

O Governo de Moscovo alertou ainda para “as mais graves consequências” que podem decorrer de uma “intervenção militar baseda em pretextos falsos”

Margarida Mota

Jornalista

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia considerou, este domingo que, as notícias relativas a um ataque com armas químicas levado a cabo por forças governamentais sírias, nos arredores de Damssco, são “falsas”.

"O objetivo destas especulações falsas, que não se baseiam em quaisquer factos, é dar cobertura a terroristas e à oposição radical irreconciliável, que se opõe a um entendimento político, e simultaneamente tentar justificar potenciais ataques militares externos”, defendeu o ministério russo da diplomacia, em comunicado.

O Governo de Moscovo alertou ainda para “as mais graves consequências” que podem decorrer de uma “intervenção militar baseda em pretextos falsos e fabricados na Síria, onde os efetivos russos estão a pedido do Governo legítimo” e que, a acontecer, será “absolutamente inaceitável”.

No Twitter, Dmitry Polyanskiy, vice Primeiro Representante Permanente da Rússia nas Nações Unidas denunciou “uma provocação” preparada pelos “terroristas entrincheirados” em Duma, “com a ajuda dos Capacetes Brancos”.

“Eu faço uma pergunta simples: por que razão as forças sírias, que têm a iniciativa militar e que em breve libertarão completamente Duma, têm necessidade de usar armas químicas, mesmo que as tivessem, o que Damasco nega? Não tem lógica! Pelo contrário, os terroristas têm todas as razões para encenar uma provocação destas para atrair atenção. Métodos sujos, como antes!”