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Yulia Skripal diz que está “mais forte a cada dia que passa”

GEOFF CADDICK/AFP/Getty Images

Yulia Skripal, filha do ex-duplo agente russo Sergei Skripal, emitiu um comunicado em que diz estar "mais forte a cada dia que passa" depois de ambos terem sofrido um ataque com um potente agente químico que os deixou em estado crítico várias semanas e que espoletou uma crise diplomática

Yulia Skripal, a filha do ex-duplo agente Sergei Skripal, falou pela primeira vez desde que a 4 de março ela o seu pai sofreram um ataque com o potente agente químico novichock, que os deixou em estado bastante grave quase um um mês. O ex-espião continua em estado grave e com prognóstico reservado mas Yulia terá acordado há mais de uma semana, segundo um comunicado que a própria escreveu e que foi publicado pelas autoridades britânicas.

O comunicado chegou poucas horas depois de ter sido divulgada uma alegada chamada entre Yulia e a sua prima, Viktoria Skripal, que está na Rússia. A televisão estatal russa Rossiya TV terá recebido uma gravação da chamada enviada pela própria Vikrotia mas nem os jornalistas russos conseguiram confirmar a veracidade desse telefonema. Na chamada, uma mulher que se identifica como Yulia Skripal diz que está de boa saúde, tal como o seu pai, e que ambos estão "a fazer progressos na recuperação". A mesma voz diz que Sergei Skripal está "a dormir" e que a sua saúde "não foi atingida de forma irreparável pelo ataque". Algumas informações alegadamente transmitidas por Yulia Skripal parecem entrar em colisão com as informações do hospital onde o par se encontra. Apesar de já se saber que Yulia está a melhorar, o seu pai continua oficialmente "em estado crítico".

No comunicado, Yulia Skripal agradece a todos os que a ajudaram, principalmente ao Hospital de Salisbury e pede que respeitem a sua privacidade. "Eu tenho a certeza que todos entenderão que este episódio foi muito desorientante e espero que respeitem a minha privacidade e a da minha família durante o período de convalescença", disse a mulher de 33 anos, que, apesar de ser cidadã russa, ainda não recorreu à ajuda já disponibilizada pelo consulado.

O Reino Unido acredita que o ataque tenha sido desenhado pelos russos e, como retaliação, liderou uma espécie de purga generalizada de diplomatas russos: mais de 300 diplomatas já foram expulsos dos países onde estavam, quer dos mais de 20 países ocidentais que seguiram o governo de Theresa May, quer da Rússia, como contra-retaliação. Os cientistas britânicos responsáveis pela análise do químico não conseguiram contudo provar que o agente químico tenha tido de facto origem na Rússia.