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Expresso

Energia de Portugal 2014

Portuguesa Passworks cria passes digitais para marcas

Startup portuguesa incubada em Lisboa aposta na criação de campanhas de lealdade para diferentes empresas através da tecnologia "digital wallet" e, além do financiamento milionário, já foi destacada pela TechCrunch.

O ecossistema empreendedor português continua a ganhar destaque no estrangeiro e a Passworks é uma das startups mais recentes a ser alvo de atenção. A empresa recebeu financiamento de um milhão de dólares (761 mil euros) da Faber Ventures e da Portugal Ventures e foi notícia na "TechCrunch", um dos nomes internacionais mais fortes na cobertura de startups inovadoras a nível mundial. Descrição que encaixa que nem uma luva na Passworks.

Trata-se de um serviço que permite a empresas criarem campanhas de lealdade em formato de passes virtuais a serem guardados nas "digital wallets" dos smarpthones, uma tecnologia relativamente recente e que ainda é muito pouco explorada nesta capacidade.

"As marcas cada vez mais querem comunicar com os clientes quando eles estão prontos a fazer a compra no local e no momento. Por isso, o meio mais eficiente para comunicar é o telemóvel mas ainda não existiam as ferramentas mais adequadas, o que mudou com a Digital Wallet. Na prática todos podem criar um passe virtual. Mas é preciso conhecimentos e prática para funcionar com o sistema. É aqui que nós entramos", explica ao Energia de Portugal, Francisco Belo, fundador e CEO da empresa.

A Passworks funciona como um intermediário entre a empresa e o tipo de utilizador que pretende atrair. Os interessados em construir uma campanha têm apenas que se registar no site da empresa e escolher o desconto/brinde que querem criar, a que horas querem que seja distribuído e o target a que querem chegar. Na hora pretendida, os utilizadores no intervalo de idade pretendida, que naquela hora estejam a navegar no Facebook pelo telemóvel, e com base na localização, têm acesso a um "promoted post" em que se avisa o acesso a uma dada promoção. Ao clicar, o passe é carregado diretamente para a carteira digital e fica logo pronto a ser utilizado. As empresas beneficiam assim de poder fazer marketing direto a potenciais clientes quase em tempo real, o que pode ter um impacto tremendo e inovador na forma como o utilizador vê a marca.

Única no mundo

Apesar de existir concorrência forte noutros mercados nacionais, a Passworks destaca-se por ser a "única" a oferecer uma proposta "completamente integrada" de criação e distribuição, enquanto a concorrência deixa a tarefa de chegar aos clientes às próprias empresas. A plataforma distingue-se ainda por ser "muito simples e fácil de utilizar", sem exigir "conhecimentos de informática" para definir, independentemente dos objetivos da campanha.

Para usufruir deste serviço é necessário pagar pelos "custo inicial de criação e distribuição", o mais dispendioso por implicar definir o perfil do cliente. "Quanto mais de nicho for, mais caro é: no início pode chegar a um euro por cliente, mas quando o perfil já está completamente estabelecido, as atualizações de campanha para o mesmo target ficam por tão pouco como quatro cêntimos", revela o CEO.

O principal objetivo passa por apostar na internacionalização, com os alvos a serem definidos como os grandes mercados europeus, os EUA, o Brasil e o México, sem esquecer as metas ambiciosas que o avultado investimento que receberam estimulam seta equipa de seis a atingir. 

O destaque dado por uma publicação tão importante no meio das startups tecnológicas como a "TechCrunch" é um sinal positivo de que estão a trilhar o caminho certo e que a ambição pode não ser tão desmedida quanto parece. "A tecnologia é nova e nós estamos a desenvolver coisas que não existiam. Não queremos sair só uma vez na TechCrunch. Queremos ir 2, 3, 4 vezes para contar os nossos novos sucessos".