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Expresso

EDP Open Innovation

Dias de Energia: os 10 finalistas de 2018

Ao longo de dois dias, os reponsáveis da EDP e da Beta-I conduziram uma série de entrevistas vídeo para reduzir os mais de 200 candidatos a dez finalistas

Tiago Miranda

Empreendedorismo: 10 países, 10 projetos. Já temos a composição final do EDP Open Innovation. Após a fase de candidaturas, os projetos finalistas da sétima edição da competição já começam a aquecer, para ver quem ganhará os €50 mil do grande prémio e três lugares na Web Summit. Uma viagem pelo sector da energia, que nos pode oferecer uma janela do que vai ser o futuro. É hora de conhecer os eleitos

DEEP
INOVAÇÃO DIGITAL
ALEMANHA

A implementação de blockchain a nível empresarial para resolver problemas crónicos das operadoras energéticas é a proposta de negócio da empresa alemã, que tem o objetivo de facilitar a navegação no mercado energético e, ao mesmo tempo, torná-lo mais eficiente. A metodologia passa por desenvolver análises exaustivas das condições de mercado no sector para adaptar a solução de software às necessidades de cada um. O primeiro é o sistema de cobrança Deep, que se presta a mudar a transparência e funcionalidade dos sistemas de pagamento. Já está em fase piloto numa empresa europeia

ECOLIBRIUM ENERGY
INOVAÇÃO DIGITAL
ÍNDIA

A startup ganhou o seu lugar entre os finalistas do EDP Open Innovation com uma plataforma que permite às empresas antecipar problemas e poupar nos custos de manutenção. A partir de sensores, o software permite agregar todos os dados relevantes num único local para gerar análises preditivas com recurso aos algoritmos patenteados pela Ecolibrium Energy. O programa pode acompanhar em tempo real a “saúde” de elementos como motores ou transformadores, entre outros, e perceber quando é que estes estão prestes a parar, por exemplo. Atualmente, já está presente em mais de 300 empresas

EZZING
SOLUÇÕES FOCADAS NO CLIENTE
ESPANHA

Os representantes do país vizinho querem dar mais força ao sector da energia solar através de uma plataforma digital que facilita as operações de gestão das empresas. 
Sejam grandes ou pequenos operadores, o software aplica-se a todos, com a promessa de poupanças operacionais na ordem dos 40%. Trata-se de uma plataforma modular, dividida em quatro blocos e que cobre todas as etapas da cadeia de valor. Objetivo? Serem líderes

GOEPIK
SOLUÇÕES FOCADAS NO CLIENTE
BRASIL

Conectar, inovar e transformar. É nestas três palavras que se baseia o conceito de negócio da startup brasileira, que chega a Portugal com um projeto centrado na implementação das ferramentas da indústria 4.0. Elementos como realidade aumentada ou virtual estão incluídos no pacote digital fornecido pela empresa, que permite aos clientes integrar as tecnologias já existentes e juntar novas funcionalidades

GOPARITY
ENERGIA LIMPA
PORTUGAL

Os representantes portugueses da competição vão participar com um projeto de negócio baseado numa plataforma online que permite aos utilizadores tornaram-se investidores e às pequenas e médias empresas encontrarem financiamento no mercado das energias renováveis. A meta passa por democratizar o acesso às oportunidades de negócio no sector, ao permitir rentabilizar investimentos (de €50, no mínimo) e facilitar o acesso às entidades com mais dificuldades. Com a ambição de contribuir para um modelo económico mais sustentável

GREENEUM NETWORK
INOVAÇÃO DIGITAL
ISRAEL

A visão desta startup é criar e fazer crescer um mercado de energia descentralizado e sustentável que possa ser utilizado por todos os atores, sejam utilizadores ou operadoras, do sector. A plataforma permitirá acesso em tempo real a dados de consumo e preços energéticos, de forma a tornar mais eficiente e transparente a escolha por determinada fonte de energia. Os dados recolhidos serão utilizados para gerar previsões inteligentes que antecipem as tendências do sector e levem a poupanças de milhões no mercado global das energias renováveis

MYCROFTMIND
ARMAZENAMENTO DE ENERGIA
REPÚBLICA CHECA

A proposta de negócio desta empresa consiste em automatizar análises financeiras com recurso a inteligência artificial e dados retirados das máquinas. O objetivo é utilizar a ferramenta numa escala urbana, para que seja possível gerir de forma mais flexível o consumo energético de uma dada cidade e identificar, por exemplo, os locais mais adequados para a instalação de pontos de carregamento de veículos elétricos, com resultados diretos na redução dos custos ligados à utilização de energia e aplicação de tabelas de preços dinâmicas que correspondam à procura

ODITE-E
INOVAÇÃO DIGITAL
FRANÇA

A startup francesa oferece soluções inovadoras às operadoras energéticas para estas digitalizarem as suas redes e otimizarem os processos, a partir de uma plataforma ligada à cloud que recolhe informações de geradoras de energia. Este método já permitiu detetar problemas de desequilíbrio na rede de fornecimento devido aos dados provenientes da geração fotovoltaica. É um dos mais de 150 problemas já detetados em diferentes sistemas, divididos em três projetos piloto (em Bélgica, Espanha e França) e cuja identificação pode levar a poupanças na ordem dos 10% e a redirecionar 30% do investimento para onde é verdadeiramente necessário

SENSFIX
INOVAÇÃO DIGITAL
HOLANDA

Podemos reservar um hotel ou um táxi numa fração de minuto, mas demora muito mais para os responsáveis pela manutenção de infraestruturas municipais detetarem e repararem falhas no serviço, apesar da tecnologia já disponível. Um problema crónico que a SensFix propõe debelar com uma plataforma ligada à cloud que integra os dados provenientes da internet das coisas em todas as fases do fluxo de trabalho e junta todos os atores num ambiente digital de cooperação

SAMAWATT
ENERGIA LIMPA
SUÍÇA

Em 2017, as operadoras europeias de parques solares e eólicos pagaram mais de €2 mil milhões por causa de diferenças entre o fluxo previsto para a rede e as previsões de produção energética. Com recurso a otimização matemática e a modelos estatísticos, este projeto desenvolveu um algoritmo que junta as alterações súbitas nos preços e as oscilações climáticas. A proposta de valor passa por um programa que permite às empresas reduzir os desequilíbrios entre produção e fornecimento, com uma diminuição de custos que varia entre os 30% e os 50%

Textos originalmente publicados no Expresso de 29 de setembro de 2018