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Um copo com veneno

Histórias breves sobre acontecimentos irrelevantes, condições atmosféricas e pessoas interrompidas: ficções de Bruno Vieira Amaral, para ler todas as quintas-feiras no Expresso Diário.

A pequena vila de R., no cantão de Friburgo, é um desses lugares, cada vez mais raros fora dos livros, que se pode considerar idílico. As suas casas sóbrias e as árvores comuns, como faias e castanheiros, que fornecem abundantes sombras ao visitante determinado a caminhar até ao Lac de La Gruyère, a pouco mais de uma dezena de quilómetros de distância, lembram as de pinturas oitocentistas de paisagens campestres.

Os habitantes não excedem o milhar e meio, têm empregos bem remunerados, são, em larga maioria, católicos romanos, amantes de jardinagem e irremediavelmente desinteressantes. Pelas minhas contas, a vila acolhe meia-dúzia de muçulmanos cumpridores dos preceitos da sua religião, reservados e, em geral, antipáticos, características que, ao contrário da indumentária e das longas barbas, no caso dos homens, e dos hijabes, no caso das mulheres, os tornam indistinguíveis da população autóctone.

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