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Venezuela/Portugal: Lisboa e Caracas assinam memorando de cooperação na luta contra a droga

* * * Pedro Morais Fonseca (texto), Tiago Petinga (fotos), Agência Lusa * * *

* * * Pedro Morais Fonseca (texto), Tiago Petinga (fotos), Agência Lusa * * *

Caracas, 13 Mai (Lusa) - Portugal assinou hoje acordos com a Venezuela para o pagamento de importações de crude com exportações nacionais de produtos e ao nível do combate ao tráfico de estupefacientes e ao branqueamento de capitais

Estes foram dois dos mais importantes acordos (num total de 14) assinados pelos executivos de Lisboa e de Caracas, numa cerimónia presidida pelo chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

O memorando no domínio da justiça centra-se "no reforço da cooperação no âmbito da recolha, análise e intercâmbio de informação que possa beneficiar a investigação de crimes de tráfico de estupefacientes e branqueamento de capitais".

Para este combate conjunto, o memorando prevê a constituição de "funcionários especializados em assuntos de drogas como oficiais de ligação dos dois países".

Entre outras inovações, estipula-se que seja colocado um oficial de ligação da Polícia Judiciária junto da Embaixada de Portugal em Caracas.

Prevêem-se ainda mecanismos de cooperação policial ao nível da investigação, assim como o objectivo de criação de uma comissão mista entre polícias para a luta contra a droga.

No domínio económico, tirando o capítulo da energia, o acordo mais importante relaciona-se com a possibilidade de Portugal pagar com exportações de produtos agro-alimentares, farmacêuticos e tecnológicos cerca de um terço das suas importações diárias de crude, ou seja, dez mil barris de petróleo.

Neste contexto, a portuguesa "Cerealis" vai exportar três mil toneladas entre Junho e Agosto (primeira fase que representa 4,4 milhões de euros) e mais quatro mil toneladas entre Setembro e Dezembro.

A Vetagri vai vender para o mercado venezuelano 15,2 milhões de dólares em produtos e a Sovena (do ramo das massas alimentícias) cerca de 17 milhões de dólares até Agosto próximo.

Lusa/fim