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PSD: Manuela Ferreira Leite gostava de contribuir para que Sócrates "passasse a dormir um bocadinho menos bem"

Guarda, 22 Mai (Lusa) - A candidata à presidência do PSD Manuela Ferreira Leite considerou hoje que "gostaria muito" que a partir do dia 31 de Maio o primeiro-ministro "passasse a dormir um bocadinho menos bem" e que ficaria "satisfeita" se pudesse "contribuir para isso".

Guarda, 22 Mai (Lusa) - A candidata à presidência do PSD Manuela Ferreira Leite considerou hoje que "gostaria muito" que a partir do dia 31 de Maio o primeiro-ministro "passasse a dormir um bocadinho menos bem" e que ficaria "satisfeita" se pudesse "contribuir para isso".

"Eu gostaria muito que o Eng.º Sócrates passasse a dormir um bocadinho menos bem a partir do dia 31 de Maio", - dia em que se realizam as eleições directas para eleger o novo presidente do PSD - disse Manuela Ferreira Leite, hoje na Guarda, numa sessão de apresentação da candidatura.

A candidata à liderança do partido afirmou que "ficaria satisfeita se pudesse, de alguma forma, contribuir para isso", mas reconheceu que é aos militantes que "de uma forma independente, autónoma, consciente e responsável" compete escolher o novo presidente do PSD.

Na sua intervenção, Manuela Ferreira Leite indicou que o primeiro-ministro apresentou quinta-feira medidas de carácter social numa "reacção" às intervenções que tem feito durante a campanha para as eleições no partido.

"Pela primeira vez, ontem [quarta-feira], o primeiro-ministro foi à Assembleia da República (AR), no debate quinzenal, e não creio que tenha sido por acaso que se lembrou de ir apresentar medidas na área social", declarou.

"Eu estou convicta de que foi uma reacção às nossas intervenções, o que nos dá aquela esperança de que quando somos ouvidos, podemos melhorar a actuação do Governo", disse.

"Pelos vistos, passámos a ser ouvidos", observou também.

"Se não fosse por mais nada, eu diria que já tinha valido a pena esta campanha", acrescentou.

"Não que as medidas que anunciou resolvam seja o que for, mas já não foi capaz de passar pela AR, falar do país e não falar destes problemas, coisa que já não víamos fazer há muito tempo", considerou Manuela Ferreira Leite, na intervenção proferida para cerca de centena e meia de militantes e apoiantes da sua candidatura.

A candidata à liderança do PSD referiu que "talvez esta intervenção do primeiro-ministro" lhe tenha "dado um novo alento" e "tenha pensado que vale a pena nós fazermos oposição, que vale muito a pena não fazermos oposição de uma forma qualquer".

Em sua opinião, "descredibiliza bastante nós criticarmos tudo e todos, por cada medida com que o Governo sai".

"Não creio que seja forma de fazer oposição, porque, esse tipo de oposição descredibiliza quem a faz e, ainda por cima, não faz com que nos ouçam quando nós temos razão", afirmou.

Sobre este assunto disse que "é a velha história do Pedro e do lobo. Tanto fala que, um dia, quando fala, ninguém acredita nele", assumindo que não tem "qualquer problema em concordar com o Governo se ele faz alguma coisa certa".

ASR.

Lusa/Fim