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Madeleine: Prazo do segredo de Justiça prorrogado por mais três meses - PGR (ACTUALIZADA)

Lisboa, 13 Mai (Lusa) - O prazo do segredo de Justiça nas investigações ao caso do desaparecimento da criança inglesa Madeleine McCann no Algarve foi prorrogado por três meses, disse hoje à Agência Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Lisboa, 13 Mai (Lusa) - O prazo do segredo de Justiça nas investigações ao caso do desaparecimento da criança inglesa Madeleine McCann no Algarve foi prorrogado por três meses, disse hoje à Agência Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Caso o prazo de segredo de justiça não fosse prorrogado por mais três meses, o mesmo terminaria a 15 de Maio.

A criança inglesa desapareceu a 03 Maio de 2007, no aldeamento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, Lagos, Algarve, tendo os pais da menor - Gerry e Kate McCann - sido constituídos arguidos no inquérito, numa decisão que se revelou polémica.

O anterior director nacional da Polícia Judiciária (PJ) Alípio Ribeiro, que se demitiu e foi substituído na semana passada por Almeida Rodrigues, chegou a admitir, numa entrevista, que teria havido "alguma precipitação" na constituição de arguidos do casal McCann.

Essa declaração gerou controvérsia e levou o ministro da Justiça, Alberto Costa, a dar explicações no Parlamento.

Foi a segunda vez que foi prorrogado o prazo de segredo de Justiça da investigação sobre o desaparecimento da menina inglesa, na altura com três anos, depois de em Janeiro deste ano o Ministério Público (MP) ter requerido a sua prorrogação ao alegar a excepcional complexidade do caso.

O requerimento do MP foi feito a 11 de Janeiro deste ano, ao juiz de instrução, dias antes de se completarem os oito meses sobre a abertura do inquérito, o prazo máximo aplicável, quando o cidadão luso-britânico Robert Murat foi constituído arguido.

Robert Murat, que reside a poucos metros de distância do apartamento de onde a criança desapareceu, foi constituído arguido pela Polícia Judiciária (PJ), ao fim de 11 dias de diligências, por suspeitar da sua implicação no caso, mas não encontrou provas para o deter.

A investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann já levou à constituição de três arguidos.

Em Setembro de 2007, também os progenitores da criança foram constituídos arguidos, depois de terem sido sujeitos a várias horas de interrogatório no Departamento de Investigação Criminal (DIC) da PJ de Portimão.

É que, após receber os resultados das primeiras análises forenses, a Polícia Judiciária passou a centrar as suspeitas no casal McCann - por alegada ocultação do cadáver -, apontando a morte como "a causa provável para o desaparecimento da menina".

O casal McCann abandonou Portugal a 09 de Setembro de 2007, mas admite voltar a Portugal para despertar atenção sobre o caso do desaparecimento da filha.

Gerry e Kate McCann mantêm a convicção de que a criança foi raptada, ao contrário da PJ, que se inclina para a tese da morte.

JPC/FC/CC.

Lusa/Fim