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Zeinal Bava oficializa saída da PT Portugal

A integração da PT na Oi vai acelerar, e o anúncio do afastamento de Zeinal Bava é um sinal disso

Tiago Miranda

Zeinal Bava formalizou hoje a saída da PT Portugal e de todas as empresas onde tem cargos no operador histórico português. Armando Almeida, quadro da Nokia Siemens. é o seu sucessor.  

Anabela Campos

Zeinal Bava formalizou hoje a saída da PT Portugal e de todas as empresas onde tem cargos no operador histórico português, atualmente controlada pela brasileira Oi, de que o gestor é presidente. Armando Almeida, quadro da Nokia Siemens, é o novo presidente executivo da PT Portugal.

A integração da PT na Oi vai acelerar, e o anúncio do afastamento de Zeinal Bava da Portugal é um sinal disso. As ações da PT estavam a desvalorizar 4,5% às 10:30, para €1,46, no último mês perdeu 33,4%. A empresa vale atualmente em bolsa 1,3 mil milhões de euros.

 "Zeinal Bava, diretor presidente da Oi, deixará de exercer o cargo de presidente do conselho de administração da nossa controlada PT Portugal SGPS e os cargos de administração que exerce em determinadas sociedades" detidas por esta empresa, lê-se num comunicado, assinado pelo administrador financeiro da Oi, Bayard Gontijo. E prossegue, dizendo que o gestor "permanecerá à frente da administração da Oi, dedicando-se ao crescimento e sucesso" da empresa e "trabalhando para a otimização das sinergias entre as atividades desenvolvidas pelas companhias Oi no Brasil e em Portugal". O comunicado confirma assim a notícia da passada segunda-feira. 

Armando Almeida é licenciado em engenheira na África do Sul, a viver nos Estados Unidos da América, entrou em 2007 para a Nokia Siemens, um dos fornecedores da PT, em 2012 assumiu a vice-presidência da empresa para a Europa e África.

As mudanças não se ficam por aqui, foram nomeados para a PT Portugal, e as empresas que esta controla, também os quadros da Oi, Marco Schroeder, Flávio Guimarães e Eduardo Michalski. As mudanças na PT ocorrem pouco mais de um mês depois de ter sido noticiado que a PT tinha aplicado 897 milhões de euros em dívida de curto prazo da Rioforte, uma empresa do grupo Espírito Santo que pediu proteção de credores. 

CT pede demissões e devolução de bónus 

A Comissão de Trabalhadores da PT, enviou ontem ao início da noite aos trabalhadores da operadora um comunicado, onde defende, conforme o Expresso já tinha noticiado, que todos os administradores envolvidos no empréstimo à Rioforte devem devolver os bónus anuais, incluindo os extraodinários, que receberam desde 2010, ou seja, desde a venda da Vivo à Telefónica. 

A CT diz ainda temer os riscos reputacionais para a PT e considera que qualquer administrador envolvido com a operação da Rioforte não tem condições para continuar a exercer este tipo de funções em nenhuma das empresas do universo PT. O investimento da PT em papel comercial da Rioforte tem as assinaturas da Henrique Granadeiro, presidente executivo da PT, e Luís Pacheco de Melo, administrador financeiro.

 A CT diz ainda "receia que a perda de peso da PT na fusão com a Oi tenha como consequência uma redução mais agressiva de custos em Portugal"