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Zeinal Bava: jogada da Telefónica é um claro fora de jogo

Zeinal Bava, presidente executivo da PT, defende que a operação que a Telefónica fez ao passar acções suas para as maõs de bancos e fundos de investimento merece a intervenção da CMVM.

Nicolau Santos e Ricardo Costa (www.expresso.pt)

Foi uma jogada feita mesmo a chegar à meta. E a verdade é que a passagem de acções das mãos da Telefónica (que estava impedida de votar) para bancos e fundos de investimento, em vésperas da Assembleia Geral (AG da PT) pode ter consequências decisivas no futuro da Vivo.

Com esta passagem, que aparentemente não é uma venda mas uma operação financeira temporária (equity swap), a Telefónica pretendia contornar o impedimento de votar na AG do próximo dia 30. Mas ainda não é certo que o consiga.

A PT pediu a intervenção da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários e do presidente da AG, porque acha que se trata de uma falsa venda e que os novos detentores das acções também devem estar impedidos de votar.

A tentativa de compra da Vivo pela Telefónica está, assim, a transformar-se numa guerra muito mais complexa do que a OPA da Sonaecom sobre a PT. E sobretudo, com jogadas muito mais inesperadas.