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Vieira da Silva "satisfeito" com perspectivas da OCDE para Portugal

"Não posso dizer que estou insatisfeito", disse o ministro da Economia, Vieira da Silva, ao Expresso, depois da divulgação, hoje, em Paris, das perspectivas económicas da OCDE para 2010 e 2011.

Daniel Ribeiro, correspondente em Paris (www.expresso.pt)

"Num quadro tão instável como o que vivemos na economia internacional e europeia, este relatório tem sinais positivos importantes para a economia portuguesa", disse ao Expresso, ao fim da manhã, em Paris, o ministro português da Economia. 



Vieira da Silva comentava o relatório da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico, divulgado na capital francesa durante a manhã, e realçou alguns dados positivos.

"O primeiro é que, naquela que é a previsão mais credível, a mais curto prazo, para o crescimento económico deste ano em Portugal, esta é a previsão mais elevada de todas, incluindo a do próprio Governo português - com 1 por cento de crescimento, duplica designadamente a do FMI e a da UE e é igualmente superior à do nosso Governo", disse.

 

"O segundo é porque o relatório acentua que o crescimento vai ser muito sustentado pelas exportações e isso é extremamente positivo para a economia portuguesa: a OCDE prevê uma taxa das exportações superior a 5%, igualmente acima do que estava orçamentado em Portugal", acrescentou.

"Não posso dizer que estou insatisfeito com os resultados deste estudo, embora ele não afaste, como é evidente, as dificuldades importantes que Portugal e o Mundo conhecem actualmente", concluiu o governante português. 



Também Ferro Rodrigues, embaixador de Portugal junto da OCDE, disse ao Expresso que o estudo é "positivo" para o nosso país. "Na actual conjuntura de crise, temos de considerar positivas as conclusões do relatório", afirmou. 



A OCDE considera que o reforço das exportações e o "estrito controlo dos custos da mão-de-obra" são fundamentais para o crescimento do Produto Interno Bruto português. E coloca algumas reservas sobre a redução do défice, prevendo um défice de 7,4% para este ano e de 5,6% para 2011, números superiores aos das previsões do Governo português.