Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Venda da Vivo discute-se em Assembleia Geral hoje

Hoje é o dia D para a PT, a partir das 10:00 começa a reunião onde os acionistas irão decidir se vendem ou a participação de 30% da brasileira Vivo à Telefónica.  O desfecho é incerto, mas as apostas dão uma derrota da Telefónica caso não haja um aumento da oferta. 

Anabela Campos

Irá ou não a Telefónica aumentar a oferta de 6,5 mil milhões de euros, e se o fizer quando o fará, ainda durante a Assembleia Geral (AG) ou depois, é uma das grandes questões que se colocam antes da Assembleia Geral arrancar. A outra é a de saber se o presidente da mesa da Assembleia Grela (AG), Menezes Cordeiro, vai ou não deixar a Telefónica os direitos de votos correspondentes à sua participação de 10%.

Tem-se admitido que Menezes Cordeiro irá impedir a Telefónica de usar os direitos de voto por uma questão de conflito de interesse, uma vez que se trata de um negócio de uma operação em que tem interesse direto. Já quanto à subida da oferta, só a Telefónica saberá, mas a expectativa é que venha a aumentar se for impedida de usar os direitos voto, uma vez que sem eles a vitória poderá tornar-se mais difícil.

Numa AG em que deverá estar presentes cerca de 70% do capital, e que apenas terá como certo o voto contra dos acionistas portugueses, detentores de cerca de 30% do capital, é importante saber se a Telefónica poderá usar os 10% de direitos de voto e como irão votar os estrangeiros. O primeiro-ministro, José Sócrates, já esclareceu que deu instruções à CGD (7,3%) para votar contra, uma decisão que deverá ser seguida por todos os investidores portugueses. Dos investidores estrangeiros, a informação que o Expresso teve acesso, é que os votos estarão muito divididos. Será por isso uma votação renhida.

Trata-se de uma AG em que poderá haver surpresas, até porque a Telefónica tem tido alguns trunfos na manga, como aconteceu na semana passada quando vendeu inesperadamente 8% da sua participação na PT. Uma operação com um equitie swap (possibilidade de compra de ações mais tarde) associado, que levou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a imputar os direitos de voto daquelas ações à Telefónica.

Zeinal Bava, presidente da PT, tem-se mostrado confiante na manutenção da Vivo em mãos portuguesas, até porque considera que o futuro da operadora portuguesa passa pelo Brasil, mas só depois de concluída a AG é que se saberá melhor o que irá acontecer.