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Teixeira dos Santos descarta uso de fundos de emergência

O ministro das Finanças garantiu que Portugal não necessita de recorrer ao fundo de emergência da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou hoje ao jornal britânico Financial Times que Portugal tem capacidade para cumprir os seus compromissos e não vai recorrer ao plano europeu de resgate nem ao Fundo Monetário Internacional (FMI). "A nossa perceção é que os mercados ainda estão dispostos a comprar dívida pública portuguesa. Não estamos numa situação em que precisemos de utilizar aos últimos recursos", disse o ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos, em entrevista ao jornal britânico. Para Teixeira dos Santos, o Governo "não pode deixar de cumprir" as metas de reduzir o défice para 4,8% em 2010 e 2,8% em 2013 pois "são fundamentais para a nossa credibilidade fiscal e restaurar a confiança dos mercados internacionais".

Revisão da legislação laboral

Um dia depois de o Estado português ter feito dois leilões de dívida soberana, com os juros a serem maiores do que em operações anteriores semelhantes, o ministro afirmou que Portugal deve continuar a recorrer ao mercado para financiar a sua dívida pois "para maturidades semelhantes, os mercados ainda oferecem preços mais baixos do que os planos de emergência". Segundo o jornal, na mesma entrevista, Teixeira dos Santos afirmou que o governo está a rever a legislação laboral de modo a torná-la mais flexível. Para o ministro das Finanças, de modo a tornar o país mais competitivo, os salários tanto dos setores público como privado devem crescer a um ritmo menor ao da produtividade. *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.