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Teixeira do Santos toca o sino em Wall Street

O Ministro das Finanças inaugurou hoje a sessão da bolsa de Nova Iorque, em Wall Street, num dia dedicado inteiramente a Portugal.

Anabela Campos (www.expresso.pt)

"Há um enorme desconhecimento do que é a economia portuguesa e as suas empresas nos EUA. Tem saído muitos disparates na imprensa estrangeira, nomeadamente na comparação com a Grécia, que pretendemos esclarecer nesta visita", afirmou ontem à noite em Nova Iorque o presidente da bolsa de Lisboa, Miguel Athayde Marques, num jantar onde estava o ministro das Finanças e uma grande parte dos gestores que estarão hoje em Wall Street, entre eles Ricardo Salgado (BES), Zeinal Bava (PT), António Mexia (EDP), Ferreira de Oliveira (Galp). Athayde Marques, anfitrião, a par do BES Investimento, deste roadshow, que ocorre no âmbito do dia de Portugal na bolsa de Nova Iorque, apontou equívocos saídos em jornais como o Wall Street Journal ou o Financial Times.

O primeiro chegou a dizer que Portugal era comparável à Lehman Brothers, o segundo que as empresas portuguesas tinham tido resultados negativos e decepcionantes no primeiro trimestre de 2009. Athayde Marques defende que o que disse o WSJ era uma "monstruosidade", e que o escreveu o FT não era verdade, porque na realidade os resultados das empresas portuguesas cresceram 12% no primeiro trimestre de 2010 face ao período homólogo de 2009.

As empresas do PSI 20 estão hoje em Nova Iorque. 16 delas estão representadas pelos respectivos presidentes, os quais terão 320 reuniões com 85 investidores norte-americanos. 

África e Brasil como pontos fortes

Ricardo Salgado, outro anfitrião do evento, defendeu num encontro com jornalistas em Nova Iorque, que um dos pontos que irá ser salientado como positivo na economia portuguesa são as relações com a América Latina e África, nomeadamente do ponto de vista das exportações.

"Um dos pontos fortes da economia portuguesa são as relações fortes de Portugal com a América Latina e África. Se olharmos para as nossas exportações, que cresceram de forma significativa no primeiro-trimestre de 2010, 14,5% veremos que foram relevantes as relações nestas geografias.

As exportações cresceram por causa da capacidade que os empresários Portugal tiveram de fazer crescer a suas exportações para países que estão em expansão. Não vê essa componente em mais nenhum dos países da Europa do sul", sublinhou Ricardo Salgado.

"Outro aspecto que nos diferencia da Grécia, a quem nos estão a associar, como uma maldição, é que a contabilidade pública da grega não estava feita, ao contrário da nossa", esclareceu o banqueiro.