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Sonaecom regista melhor resultado de sempre

Para o resultado líquido do terceiro trimestre, em que registou um lucro de 7,6 milhões de euros, contribuiu um ganho fiscal de 4,2 milhões.

O resultado líquido da Sonaecom cresceu 3,5% no terceiro trimestre, face a igual período de 2006, para 7,6 milhões de euros, que traduzem o melhor resultado de sempre da empresa liderada por Angêlo Paupério.

O lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) também melhorou 3,5%, cifrando-se em 47,4 milhões de euros, precisou a empresa, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Para o resultado líquido do terceiro trimestre contribuiu um ganho fiscal de 4,2 milhões de euros, que compara com um custo de 4,3 milhões de euros no ano anterior, revela a operadora de telecomunicações do grupo Sonae.

Este ganho justifica-se devido aos "movimentos ocorridos nos activos fiscais deferidos na Sonaecom Fixo e ao menor EBITDA [lucro operacional bruto] gerado na Optimus", explicou a empresa.

O volume de negócios consolidado atingiu 230,8 milhões de euros, em alta de 7,6%, apesar da quebra das receitas de operadores da Optimus, que viu o seu EBITDA reduzir-se em quase 7%, para 44,5 milhões de euros.

A empresa sublinha que as receitas de clientes consolidadas cresceram 16,8% (para 156,3 milhões de euros), permitindo compensar a quebra de 4% das receitas de operadores (55,7 milhões).

As receitas de serviço aumentaram 10,5%, para 212,1 milhões de euros.

A descida das tarifas de terminação móvel pesou 800 mil euros nas contas da Optimus, enquanto a descida das receitas de "roaming" teve um impacto negativo de 5,6 milhões de euros, explica a nota da Sonaecom.

Ainda assim, a operadora de telecomunicações móveis beneficiou de um aumento de 9% das receitas de clientes, que permitiu contrariar a queda das receitas de operadores.

As receitas de clientes cresceram 48% na Sonaecom Fixo, que gerou "um EBITDA recorde" de 3,6 milhões de euros.

Esta evolução foi "reflexo do desenvolvimento do negócio de acesso directo" (o número de serviços de acesso directo cresceu 42,2%, para 417,9 mil) e compensou o "já esperado contributo marginalmente negativo das recentes aquisições [Tele 2 e carteira de clientes SoHo da Oni]".

Na área de Sistemas de Informação, as receitas de clientes aumentaram 22,5%, com o EBITDA a quase duplicar, para 1,5 milhões de euros.