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Sócrates é "serviço público e traz audiências", diz RTP

Presidente da RTP reagiu com "surpresa" quando foi informado pela direção de informação, mas considera que o comentário semanal do ex-primeiro-ministro serve os propósitos da empresa.

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

O presidente da RTP considera que a decisão de "chamar" o ex-primeiro-ministro José Sócrates para a análise política na estação é uma decisão "ousada", mas os comentários são "serviço público e trazem audiências".

Em entrevista à TSF e "Dinheiro Vivo", Alberto da Ponte diz que quando foi informado pela direção de informação, liderada por Paulo Ferreira, já "as conversas iam bastante adiantadas". Mas ressalva que "não tinham, verdadeiramente, necessidade de informar o presidente dessa intenção".

"É evidente que eu tenho sempre que assinar o contrato. Neste caso, foi fácil assinar o contrato porque o seu custo é zero", acrescenta, explicando que "os parâmetros que a direção de informação tem que cumprir são de duas ordens: as regras estabelecidas do serviço público de audiovisiual e ajustar-se à capacidade orçamental da empresa". E qualquer um dos critérios estava "perfeitamente preenchido". 

Confessa ainda que a sua reação imediata foi de "uma grande surpresa", mas achou uma "boa ideia" para a "estratégia da empresa, que passa por recuperar audiências, e também para o serviço público, que tem de ser pluralista e independente". 

"É necessário que a RTP seja a estação mais isenta. Eu acho que a entrevista ao engenheiro José Sócrates correspondia a isso", defende.

O antecessor de Passos Coelho passa a ter comentário semanal na RTP a partir de 7 de abril.