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Risco de bancarrota: Portugal desce para 10º lugar

No fecho da sessão de hoje a probabilidade de default (incumprimento) da dívida soberana portuguesa manteve-se próxima de 25%, mas o país desceu para 10º lugar no TOP 10 mundial do risco de bancarrota. Grécia bateu todos os recordes e conserva-se em 1º lugar

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

Apesar da probabilidade de default da dívida portuguesa ter aumentado em relação ao fecho de quarta feira (23/06), o país baixou no TOP 10 mundial de maior risco. Desceu para o 10º lugar, o lugar que fica à porta de entrada.

Califórnia e Illinois, os dois estados americanos com riscos de default acima de 25%, acabaram por empurrar Portugal para o último lugar do clube. No entanto, a probabilidade de default no caso português continua a ser próxima de 25% num horizonte de cinco anos.

Os investidores e especuladores neste mercado de derivados financeiros sobre a dívida soberana dos países continuam a apostar na probabilidade de default da economia portuguesa. A percepção muito negativa ainda não se inverteu.

Grécia bate todos os recordes

Mais grave é o comportamento especulativo em relação à Grécia que hoje subiu ao 1º lugar, como havia acontecido na crise a 5 e 6 de Maio. A bolsa de Atenas também fechou no vermelho, com a maior queda na Europa.

O custo dos derivados financeiros sobre a dívida, os credit default swaps (cds), relativos à Grécia dispararam para níveis jamais vistos, tendo fechado nos 1126,85 pontos base. Uma situação mais grave que a da crise da zona euro de Maio.

O que significa que o diferencial de juro para a Grécia em relação às condições de crédito para a dívida alemã (a referência na zona euro) subiu para mais de 10,5%! O que se reflectiu, hoje, nas yields (rendimentos) das obrigações gregas.