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Risco de bancarrota: Grécia fixa novo máximo histórico

A Grécia ultrapassou o nível de risco que havia atingido aquando da crise de 6 de Maio. Probabilidade de bancarrota atinge 55,5%. Portugal, Irlanda e Espanha estão, também, entre os que mais subiram hoje

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

A bolsa de Atenas teve ontem (23/06) mais um mini-crash (caiu 3%) e o custo dos credit default swaps (cds, seguros contra o risco de default num horizonte de cinco anos) relativos à dívida soberana grega subiu mais de 80 pontos base. Ou seja, num só dia, o aumento do custo dos cds gregos foi duas vezes o custo dos cds relativos à dívida alemã, que servem de referência na zona euro.

Este aumento de patamar dos 850 pontos base no fecho do dia 22/06 para mais de 930 pontos base no fecho de ontem, correspondeu a um aumento significativo da probabilidade de default da dívida soberana grega, que passou de 52% para 55,5%. Este nível de risco é o mais elevado de sempre no caso grego, tendo ultrapassado o valor atingido na anterior crise grave de 6 de Maio que abalou a zona euro, quando se fixou nos 52,71%. A Grécia conserva o 2º lugar no TOP 10 mundial de maior risco de bancarrota, a uma distância de pouco mais de um ponto percentual em relação ao líder mundial, a Venezuela.

O movimento altista grego foi seguido pelos outros "colegas" do grupo PIGS (designação pejorativa para Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha) que viram as suas probabilidades de default subirem ao longo do dia de hoje, com Portugal a manter-se na 9ª posição, acima de 24% de risco, Irlanda acima de 21% e Espanha próximo de 21%. A gravidade da situação de risco nestes três últimos países ainda não atingiu os máximos históricos ocorridos a 6 de Maio, no caso português, e a 4 de Junho nos outros dois casos.