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Risco de bancarrota em Espanha e Irlanda sobe aos 20%

O risco de default (incumprimento da dívida soberana) do conjunto dos cinco PIIGS continua hoje em alta. O "tigre" celta e o nosso vizinho ultrapassaram a barreira dos 20% de probabilidade de bancarrota

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

Espanha e Irlanda ultrapassaram hoje, ao meio dia, a barreira dos 20% de probabilidade de default (incumprimento de dívida soberana), no monitor da CMA DataVision, uma firma especializada nesta informação financeira relativa às condições de crédito no mercado internacional.

O relatório ontem publicado sobre Espanha pelo Fundo Monetário Internacional recomendando a "urgência" das medidas e as noticias sobre a Cajasur (que chegaram a fazer tremer ontem a abertura de Wall Street) estão a influênciar esta alta.

Também Portugal e a Grécia mantém a tendência de alta em relação a sexta-feira e a ontem. O nosso país mantém-se em 8º lugar no TOP 10 mundial com mais de 27% de risco e a Grécia conserva o 3º lugar com quase 47% de risco.

A Itália - o quinto do grupo designado pejorativamente por PIIGS - viu o risco de default subir acima dos 16%, pela primeira vez.

A observação de que na zona euro há um problema sério de um potencial (o que não significa que esteja iminente) para uma série de defaults, um alerta lançado por Carmen Reinhart (que o Expresso entrevistou) e Kenneth Rogoff, é algo tomado a sério pelos grandes investidores institucionais.

Os outros países hoje em foco no movimento de alta são a Rússia e a Coreia do Sul (por efeito das noticias sobre a directiva militar de prontidão em Piongiang, na Coreia do Norte).

Espanha, Itália, Coreia do Sul, Irlanda e Rússia estão entre os 10 países (do universo de 66 monitorizado pela CMA DataVision) cujas condições de crédito estão hoje a deteriorar-se mais.