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Risco de bancarrota agrava-se para Portugal

Portugal subiu ontem (8/06) para 7º lugar no TOP 10 mundial de probabilidade de incumprimento da dívida soberana e a Roménia, recém-entrada no clube, subiu para 8º lugar.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

Apesar de uma ligeira melhoria na probabilidade de default (incumprimento da dívida soberana) em relação ao fecho de segunda-feira, Portugal subiu terça-feira um degrau mais no TOP 10 do risco mundial, devido à relativa melhoria no caso do Iraque, segundo o monitor da CMA DataVision. Passou para a sétima posição, com uma probabilidade de incumprimento nos próximos cinco anos de 25,45%.

Em movimento de subida, também, a recém-chegada Roménia, que substituiu segunda-feira a Hungria (que entrara por um dia no TOP 10, na sexta-feira passada). Ontem (8/08), a pátria do conde Vlad alcandorou-se ao  8º lugar, galgando duas posições, depois de um sobe-e-desce durante o dia em disputa com o Iraque e a Letónia. A Roménia fechou com uma probabilidade de default de 25% e viu a bolsa de Bucareste cair na terça-feira quase 3%, a maior das quedas no mundo, com uma Europa com 9 bolsas no vermelho com quebras acima de 1% (Espanha, Portugal, Irlanda, Rússia, Croácia, Noruega, Estónia, Turquia e Roménia).

A abertura da "frente de Leste", a que nos referimos na semana passada, arrastou para o nervosismo dos mercados da dívida soberana a Hungria, Roménia e Bulgária, dentro da União Europeia, e a Croácia fora dela. A Bulgária tem vindo a subir consistentemente, estando já no patamar de risco dos 23%. Na região dos Bálticos, a Letónia continua no último lugar do TOP 10 e a Lituânia subiu para o patamar dos 18% de risco. A Hungria, que esteve em foco na semana passada, baixou para os 21%.

O monitor da CMA DataVision alerta, também, para outros movimentos de alta consistente, ainda que em patamares muito mais baixos: a subida do risco na Bélgica (patamar dos 11%) e na Áustria (um país muito "sensível" ao que se passa na franja do Leste).

Apesar deste foco no Leste, a Irlanda continua no patamar dos 21% de probabilidade de default, a Espanha nos 20% e a Itália nos 18%. A Grécia, o campeão da zona euro neste ranking, viu o seu risco inclusive subir ontem (8/08). Conserva o 3º lugar do TOP 10. As situações da Argentina e da Venezuela com riscos acima dos 50% são incomparavelmente mais graves.