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Ricciardi reitera que não cometeu nenhum crime

O presidente do BES Investimento reagiu à manchete do Correio da Manhã de hoje, que dá conta de que foi constituído arguido no âmbito da investigação às privatizações da EDP e da REN, anunciando que vai processar o jornal.

Pedro Lima, com Hugo Franco

O presidente do BES Investimento (BESI), José Maria Ricciardi, reiterou hoje que não praticou qualquer crime no âmbito das privatizações da EDP e da REN.

"Não pratiquei qualquer crime, nem tão pouco me acusa a consciência de ter atuado de forma a merecer ponta de censura", afirma Ricciardi numa declaração enviada ao Expresso.

O banqueiro reage assim à manchete de hoje do Correio da Manhã que dá conta de que foi constituído arguido a 14 de março por tráfico de influências e de fraude fiscal. Ao mesmo jornal, fonte oficial do BESI negava que Ricciardi tivesse sido constituído arguido neste caso.

A Procuradoria-Geral da República, contatada pelo Expresso nada adiantou. "O processo encontra-se em segredo de justiça pelo que não é possível, neste momento, prestar quaisquer informações", disse.

Segundo o Correio da Manhã, "as conversas que o banqueiro teve com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho estão no centro das suspeitas do Ministério Público, que as considera uma tentativa de tráfico de influência". O BESI assessorou a China Three Gorges na privatização da EDP e a também chinesa State Grid na da REN.

O presidente do BESI disse hoje que não está disponível para "exercer o contraditório na praça pública", motivo pelo qual vai "atuar criminal e civilmente contra o jornal que publicou esta notícia", a quem responsabilizará pelos "danos que a divulgação da mesma acarreta, quer na esfera pessoal, quer no plano institucional".