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PT: Valor da Vivo não "é um critério só financeiro"

Zeinal Bava disse que o valor da Vivo não pode ser medido apenas através de um "critério meramente financeiro, porque é um valor estratégico".

O presidente executivo da Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, disse à Lusa que o valor da Vivo "não pode ser medido apenas através de um critério meramente financeiro", mas sim "estratégico".    



Zeinal Bava, que na terça feira esteve em Londres para explicar aos investidores as razões pelas quais não quer vender a Vivo aos espanhóis da Telefónica, esclareceu, em declarações à Lusa, que "o valor de um ativo potenciador de crescimento futuro, como é a Vivo, não pode ser medido apenas através de um critério meramente financeiro", mas também porque "é um valor estratégico", sendo assim que "tem de ser equacionado".  

 

O presidente executivo da PT apelou à unidade dos acionistas da empresa em torno de uma recusa da proposta da Telefónica no valor de 6,5 mil milhões de euros por 50% da Brasilcel, a 'holding' que controla a maior operadora da América Latina.  

 

A operadora portuguesa "tem acionistas de referência institucionais de longo prazo, particularmente portugueses e internacionais, que acreditam no potencial de crescimento futuro da PT e na sua importância estratégica", disse Zeinal Bava, acrescentando que "sempre apoiaram a empresa mesmo em momentos de mercado muito desafiantes".  

 

Comentando a sua intervenção na terça feira em Londres, Zeinal Bava afirmou que as reuniões "serviram para partilhar com os investidores a visão da PT em relação às perspetivas de crescimento do mercado brasileiro, ao elevado valor estratégico e da criação de valor futuro da Vivo".  



Confiança nos acionistas

 

Qualquer que seja a decisão dos acionistas a 30 de junho, data marcada para a assembleia geral que vai aprovar ou não a venda da Vivo à Telefónica, Zeinal Bava observou que, "apesar da atual volatilidade dos mercados, os nossos acionistas sabem que podem confiar na PT pelo conhecimento profundo que tem do Brasil, do seu histórico de criação de valor e do cumprimento das suas promessas".  

 

Numa apresentação feita numa conferência promovida pelo Bank of America/Merrill Lynch na terça feira, o presidente executivo da PT avisou que "não existem garantias de que parte ou a totalidade do lucro obtido com o negócio reverta para os acionistas".   



Ou seja, Zeinal Bava deixou de sobreaviso que os 6,5 mil milhões que a Telefónica oferece pela Vivo poderão ser usados para "investimentos futuros" ou outros destinos.  



O presidente PT considerou ainda que, segundo o consenso do mercado, as sinergias anunciadas pela Telefónica com a compra da posição portuguesa na Vivo são pouco ambiciosas.  

 

"Considerando o consenso do mercado, as sinergias anunciadas são pouco ambiciosas", riticou o gestor.  

 

      

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***