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PT rejeita proposta da Telefónica

A administração da PT rejeitou a proposta da Telefónica de compra da participação na Vivo, no entanto vai convocar uma assembleia geral de acionistas para a decisão final. Os espanhóis ofereciam 6,5 mil milhões de euros.

A espanhola Telefónica propôs sair da Portugal Telecom caso a operadora portuguesa aceite a oferta de 6,5 mil milhões de euros pela venda da sua participação na Vivo.

Em comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a PT refere que, para além da proposta de compra da participação da Brasilcel - empresa que detém 60 por cento da Vivo - por 6,5 mil milhões, a operadora espanhola está disposta a deixar a Portugal Telecom, onde está com 10 % do capital

"Em simultâneo com a proposta de compra da participação da Brasilcel, a Telefónica atribui à PT, em caso de aceitação da oferta, o direito de aquisição pela PT ou por uma terceira entidade que venha a ser indicada pela PT, da totalidade da participação social detida pela Telefónica no capital social da PT", lê-se no documento.

De acordo com o comunicado da PT, a Telefónica admite que a sua saída da operadora portuguesa possa ser "exercida imediatamente ou de forma faseada ao longo de três anos, por um preço equivalente a uma média ponderada da cotação das ações da PT na Euronext Lisbon num determinado período posterior à presente data".

Oferta não reflete valor estratégico

O conselho de administração da Portugal Telecom, que reuniu hoje de emergência, deliberou ainda a convocação de uma assembleia geral de acionistas para decidir se vende ou não a sua participação na brasileira Vivo, uma vez que a administração "entendeu que a oferta não reflete o valor estratégico deste ativo para a Telefónica".

A PT mandatou "o presidente do conselho de administração [Henrique Granadeiro], o presidente da comissão executiva [Zeinal Bava] e o administrador com o pelouro financeiro para, em conjunto, discutirem a oferta com a Telefónica até à realização da referida assembleia geral".

A Telefónica avançou com uma nova proposta de 6,5 mil milhões de euros para a compra da posição da brasileira Vivo, a cinco dias de terminar a primeira oferta de compra (5,7 mil milhões de euros) da posição da empresa de telecomunicações móveis brasileira.

Esta nova oferta é válida até 30 de junho, "podendo este prazo ser prorrogado caso o conselho de administração da PT delibere submeter a oferta à apreciação da assembleia geral de acionistas", uma situação que a PT já confirmou.

A 11 de maio a Telefónica tinha apresentado a primeira oferta, que foi prontamente rejeitada pela administração liderada por Zeinal Bava, que justificou esta posição com o facto do mercado brasileiro ser "estratégico" para a Portugal Telecom.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.