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PT avalia oferta de 6,5 mil milhões da Telefónica

A espanhola Telefónica viu-se obrigada a subir a proposta pela participação da PT na Vivo em 800 milhões, depois de ter ouvido um sonoro não da administração do operador histórico português à proposta inicial.

Anabela Campos (www.expresso.pt)

Aguarda-se a qualquer momento que a Portugal Telecom (PT), cujo conselho de administração reuniu de emergência, venha dizer ao mercado que a Telefónica aumentou a oferta pelos 30% da operadora móvel Vivo de 5,7 mil milhões de euros para 6,5 mil milhões. Segundo apurou o Expresso, as negociações estão a ser duras, com os accionistas divididos quanto à proposta. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) afirma que a PT deverá avançar com um comunicado a esclarecer a situação ainda hoje.

Os principais accionistas da PT, nomeadamente a CGD, o BES e o fundo Brandes já tinham considerado o preço baixo e dito claramente que Zeinal Bava não deveria aceitar a proposta inicial, até porque o Brasil é, diziam, um activo fundamental para o crescimento da operadora portuguesa.

"Tudo se vende"

Não obstante, Ricardo Salgado, presidente do BES, já tinha dito na semana passada a propósito da investida da Telefónica. "Tudo se compra, tudo se vende, menos a honra".

E hoje o presidente da CGD também fez declarações no mesmo sentido. "A PT é uma empresa, sem dúvida, muito importante para o nosso país, mas, como em tudo, os mercados contam muito. Vamos deixar evoluir a situação", disse Faria de Oliveira.

José Maria Ricciardi, presidente do BESI, também já tinha aberto a porta a outras soluções, ao afirmar que o fundamental era a PT ficar no Brasil, independentemente de ser com a Vivo ou outra empresa.

Certo é que as relações entre a Telefónica e PT se tornaram tensas e de difícil compatibilização depois da forma hostil com os espanhóis fizeram a proposta de compra da participação da Vivo e admitiram em entrevista ao Finantial Times que poderiam lançar uma OPA sobre o operador histórico português.