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PSI 20 fecha a cair 0,14%, penalizado pela EDP, BCP e PT

Dos 20 títulos que compõem o índice de referência da bolsa portuguesa apenas 13 subiram e sete desceram.

A Euronext Lisboa fechou hoje em baixa, numa Europa mista, com o PSI 20 a cair 0,14%, para 11.004,90 pontos, pressionado pela EDP, BCP e PT.

Dos 20 títulos que compõem o índice de referência da bolsa portuguesa apenas 13 subiram e sete desceram, numa sessão de razoável liquidez com 44,5 milhões de acções transaccionadas, no valor de 196,3 milhões de euros.

Os mercados europeus tiveram uma sessão positiva, exceptuando na Península Ibérica, com Madrid a não acompanhar a tendência dos restantes mercados europeus devido à fraqueza da Iberdrola, Telefónica e do BBVA.

Com o petróleo a aproximar-se dos 127 dólares por barril, as acções petrolíferas inverteram a tendência de "underperformance" registada no início da negociação, proporcionando a valorização dos índices europeus.

O sector mineiro foi um dos protagonistas da sessão de hoje, devido a rumores na imprensa australiana de que um fundo estatal chinês e um fundo de "private equity" australiano poderiam adquirir 9% da Billiton.

No sector das "utilities", a notícia em torno do interesse das empresas Eléctricité de France, da alemã RWE e da francesa Suez pela inglesa British Energy gerou uma nova série de cenários de consolidação neste sector.

Por outro lado, Klaus Liebscher, do Banco Central Europeu, disse hoje que o BCE poderá deixar a taxa de referência inalterada nos actuais 4% até ao final do ano, mas os receios de pressões inflacionistas continuam a marcar a política monetária da Zona Euro.

O índice Euronext 100 subiu 0,20%, para 902,25 pontos, e o índice DJ Stoxx 50 ganhou 0,13%, para 3.275,80 pontos.

Entre as congéneres da bolsa portuguesa, Frankfurt valorizava 0,87%, Londres 0,67%, Milão 0,43% e Paris 0,41%, mas Madrid caiu 0,43%.

Em Lisboa, o índice fechou no vermelho penalizado, em grande parte, pela EDP, que recuou 0,75%, para €3,99, um dia depois do anúncio das condições da Oferta Pública de Venda (OPV) da EDP Renováveis na bolsa de Lisboa.

O Credit Suisse avaliou hoje EDP Renováveis em 9,5 mil milhões de euros, considerando que o desconto entre 15 a 25 por cento aplicado nos preços de colocação em bolsa deve assegurar o sucesso da oferta e continuar a pressionar as acções da EDP.

O período de subscrição das acções tem início segunda-feira e termina a 30 de Maio e a EDP Renováveis entrará em bolsa a 4 de Junho, fixando-se o intervalo de preços para a venda dos novos títulos entre €7,40 e €8,90.

No sector bancário, pela negativa destaque para o BCP, a deslizar 0,87%, para €1,72, apesar de o Caixa Banco de Investimento ter hoje considerado que os acordos de parceria estratégica realizados com a Sonangol deverão ser benéficos para o maior banco privado português.

Isto, porque traduzem "um reforço da ligação do banco a duas entidades angolanas", podendo potenciar o desenvolvimento do negócio do banco numa das economias em maior crescimento à escala global.

O CaixaBI faz ainda uma recomendação de "Compra", a um preço-alvo de €2,40.

Pelo contrário, o BPI fechou a subir 1,59%, para €3,51, e o BES a crescer 0,12%, para €12,20.

Entre as perdas, destaque também para a Portugal Telecom que encerrou a desvalorizar 0,25%, para €8,06, a Soares da Costa, a Jerónimo Martins e a Cimpor.

No universo Sonae, enquanto a Sonaecom perdeu 0,21%, para €2,33, a casa-mãe e a Sonae Indústria lideraram a subida do PSI20, valorizando €2,34, para €1,10, e 2,29%, para €4,46, respectivamente, reflectindo o destaque dos dividendos.

Entre os ganhos, de salientar o sector energético, com a Galp a ganhar 0,54%, para €16,71, a beneficiar nomeadamente do estudo da Goldman Sachs que atribui um preço alvo para o final de 2008 de €18,40, apesar de lhe atribuir uma recomendação Neutral.

A Teixeira Duarte e a Zon Multimédia recuperaram parte das perdas sofridas ontem, tendo a primeira avançado 3,59%, para €1,73, e a segunda crescido 0,38%, para €7,83.

A ZON Multimedia, que esteve quinta-feria a cair, recuperou na sessão de hoje, devido à entrada em período de ex-dividendo e ao aumento da concorrência no segmento da TV por subscrição.

A Zon Multimédia deverá atingir 200 mil clientes no seu serviço de telefone fixo nos próximos dias, revelou hoje à Lusa o administrador responsável pela área de marketing da empresa proprietária da TV Cabo, Luís Lopes.

A Zon oferece serviços de telefone fixo desde o ano passado, quando ainda se chamava PT Multimédia e fazia parte do Grupo Portugal Telecom (PT). Mas só após a sua autonomização, em Novembro, passou a competir directamente com a antiga casa-mãe nesta e em outras áreas de negócio.

No seu primeiro trimestre de existência como empresa independente, a Zon conquistou 55 mil novos clientes para o serviço de telefone fixo. Se mantiver este ritmo de crescimento, a Zon poderá a curto prazo ultrapassar a Sonaecom como segunda maior operadora no segmento da voz fixa.