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PSD vai propor mecanismos mais flexíveis de emprego

O PSD deverá apresentar até ao final deste mês uma proposta de mecanismos novos de relação contratual, sem alterar o Código do Trabalho, disse Passos Coelho.

O presidente do PSD afirmou hoje que o seu partido vai propor que o Parlamento aprove "mecanismos mais flexíveis de emprego" sem alterar o Código do Trabalho, para vigorar até 2013, 2014. 

 

"Nós precisamos de encontrar respostas mais rápidas para estes problemas e, dada a situação excecional, nós temos de encontrar medidas excecionais, portanto, que não mexam no Código do Trabalho, mas que possam criar mecanismos novos de relação contratual", defendeu Pedro Passos Coelho

 

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), na sede desta entidade, em Lisboa, Passos Coelho adiantou que o PSD deverá apresentar a sua proposta de "mecanismos novos de relação contratual" no Parlamento até ao final deste mês, depois de ter "recolhido o contributo de todos os parceiros sociais". 

 

Segundo o presidente do PSD, o Código do Trabalho, "revisto ainda há menos de dois anos", poderá "no futuro sofrer alterações em matéria de flexibilidade", mas neste momento o mercado de emprego português "não pode esperar". 



Desemprego no topo das preocupações 

Passos Coelho assinalou o aumento do desemprego em Portugal e referiu que "a perspetiva para os próximos meses é ainda de agravamento do desemprego".

 

Neste contexto, a preocupação do PSD é "encontrar mecanismos que sejam extraordinários também, adequados a esta conjuntura difícil, que permitam que aqueles que estão desempregados ou à procura do primeiro emprego tenham uma circunstância mais favorável do ponto de vista contratual para poderem ter uma situação de emprego e que as empresas, aquelas que podem oferecer trabalho, tenham também mecanismos mais flexíveis durante este período extraordinariamente difícil, de modo a dar um contributo líquido para a criação de emprego", acrescentou.  

 

Segundo Passos Coelho, o PSD quis ouvir a CIP para "aperfeiçoar" as medidas que pretende apresentar e saiu deste encontro com "um novo ângulo de visão sobretudo ao nível de uma política de estágios profissionais que sirva uma melhor adaptação daqueles que estão à procura de emprego às necessidades das empresas". 

 

Na reunião com a CIP participaram também o vice-presidente do PSD Marco António Costa e o vice-presidente da bancada social democrata Almeida Henriques.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***