Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Procura de diamantes dispara

Índia e China estão a impulsionar o mercado dos diamantes. Mas alguns analistas dizem que o planeta pode ter atingido o pico de produção daquelas pedras preciosas. (Veja os vídeos no fim do texto)

Vítor Andrade (www.expresso.pt)

A procura mundial de diamantes está a ser fortemente pressionada por parte da China e da Índia. Alguns analistas garantem mesmo que os preços destas pedras preciosas podem não apenas manter-se como até tender para uma ligeira subida.

Responsáveis da Rockwell Diamonds, uma das principais empresas mundiais do sector, disseram esta semana que o mercado de diamantes também mostrou alguma nos preços e nas vendas na União Euopeia.

A Rockwell produz diamantes de alto valor de três minas de aluvião na África do Sul (Holpan, Klipdam e Saxendrift) e tem uma quarta operação em Wouterspan, apenas na fase de manutenção.

Afinal, os diamantes podem não ser para sempre

Analistas da empresa sul-africana mineira De Beers admitem que talvez já se tenha atingido o pico de produção de diamantes no mundo. Dizem que é uma questão puramente geológica, ou seja, no subsolo já está em contagem decrecente a extracção de gemas (gema é um mineral ou uma rocha petrificada que, quando cortada e facetado ou polido pode ser transformado muma jóia)

Este argumento, aliás, é muito parecido com da controversa "teoria do pico do petróleo", segundo a qual o mundo já está a ficar como menos petróleo disponível em todas as reservas mundiais.

Aqui, como nos diamantes, os especialistas divergem quanto ao momento do pico da produção. Mas, uma coisa é certa, os diamantes ainda são preciosos. Muito precisosos.

Claro que, quanto mais se fala em raridade daquelas pedras brilhantes, maior será o interesse em torno delas. Aliás, em artigo publicado recentemente o Financial Times refere que para os mineiros da De Beers nada melhor que espalhar essa teoria do pico dos diamantes, mesmo que alguns analistas a contrariem.

Como se forma o diamante

Regra geral, e segundo uma explicação dada por José Baptista, da Associação Portuguesa de Gemologia, o diamante forma-se entre os 120 e os 200 quilómetros de profundidade. Sendo de origem magmática (cristaliza na fase ortomagmática a altas pressões e altas temperaturas), encontra-se em jazidas primárias junto a uma rocha muito especial chamada Kimberlita, ou em jazidas secundárias, junto de rios e praias

O mesmo especialista explica ainda que para se extrair u quilo de diamantes em bruto, que equivale ao peso de 5 ct (o quilate é a unidade de peso das pedras preciosas), é necessário retirar 20 toneladas de rocha, o que exige um gigantesco esforço humano e de material adequado. Este facto não evita, porém, que actualmente o diamante seja a gema com maior importância económica. Aliás, as estatísticas de alguns anos demonstram indubitavelmente que 80% do movimento monetário relativamente a pedras preciosas pertence ao diamante.