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Prejuízos recorde na aviação

A British Airways teve um dos maiores prejuízos de sempre. Mas por causa da crise, das greves e da nuvem de cinzas, não foi a única a apresentar resultados catastróficos.

Margarida Fiúza (www.expresso.pt)

A companhia aérea britânica, British Airways, protagonizou um dos maiores prejuízos de sempre na história da aviação europeia. O exercício fiscal 2009-2010 fica marcado por um resultado negativo líquido próximo dos €490 milhões.

A crise financeira mundial, o Inverno rigoroso e as greves das tripulações de cabine foram as grandes causas do descalabro financeiro da companhia. E já na próxima segunda-feira, o pessoal de tripulação voltará à carga com uma greve de cinco dias. O anúncio foi feito ontem, pelo sindicato Unite, poucas horas depois de este ter ganho um recurso judicial contra o bloqueio da paralisação.

Empenhada na recuperação, porém, a companhia viu os seus esforços de contenção serem também prejudicados pela nuvem de cinzas provocada pelo vulcão islandês, que encerrou vários aeroportos durante duas semanas, desde o dia 14 de Abril. Resta-lhe a fusão com a espanhola Iberia, que deverá gerar cerca de 400 milhões por ano em economia de custos. A consolidação que dará origem a um dos maiores grupos aéreos do mundo, denominado TopCo, que contará com uma frota superior a 400 aviões e voará para cerca de 200 destinos, deverá estar concluída até ao final deste ano.  

Ibéria perde 52 milhões

A Iberia, por sua vez, fechou o primeiro trimestre deste ano com €52 milhões de resultados negativos, ainda assim, uma melhoria de 43,8% face aos 92,6 milhões registados no mesmo período de 2009, ano em que totalizou €273 milhões de prejuízos.

Já a alemã Lufthansa, apresentou um resultado operacional negativo de €330 milhões nos primeiros três meses do ano, depois de ter registado prejuízos de €112 milhões em 2009.

O ano passado foi igualmente catastrófico para o grupo Air France-KLM que reportou, um prejuízo líquido de €1,55 mil milhões, o que representa um agravamento homólogo de 91,5% - o maior desde a fusão das antigas empresas francesa e holandesa, em 2004.

A portuguesa TAP acaba por ser uma das poucas companhias que se aproxima do equilíbrio financeiro, com um prejuízo de €3,5 milhões no ano passado, bem distante dos €285,4 milhões de perdas registadas em 2008.