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Preços da habitação estabilizam

Quebras de preços só nos imóveis usados, da ordem dos -0,2%, em Abril, face ao mês anterior.

Vítor Andrade (www.expresso.pt)

Nas casas novas a tendência de Abril foi para a estabilização de preços. No mês em análise, o Índice Confidencial Imobiliário (Ci) apresentou uma taxa de variação anual (que compara a performance dos últimos 12 meses com os 12 meses precedentes) bastante próxima de zero, um resultado alinhado com a estagnação sentida pelo Índice nos primeiros meses deste ano.

Na habitação nova, a variação média anual em Abril foi de 0,5%, e, sendo embora positiva, representa uma desaceleração face aos meses anteriores. Nos alojamentos usados, a performance tem sido mais depreciativa, com variações anuais negativas ao longo dos últimos quatro meses.

Lisboa desacelera 

De acordo com o Índice Ci para Área Metropolitana de Lisboa (AM Lisboa), o mercado habitacional tem vindo a desacelerar. As taxas homólogas, apesar de positivas, registaram um abrandamento, enquanto que a variação mensal estagnou nos três últimos meses, depois de uma valorização de 1% em Janeiro. Quer nas casas novas quer nas usadas, a nota foi de estagnação em Abril, com variações mensais estáveis nos 0,2% e -0,3%, respectivamente.

Entretanto, dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que os custos de construção de habitação nova no

Continente fixaram-se em 3,2% em Abril, um aumento de 1,0 pontos percentuais face à taxa registada em Março.

De acordo com o INE este resultado foi fortemente influenciado pelo aumento da componente "materiais", cuja taxa de variação homóloga se fixou em 2,2% em Abril, mais 2,1 pontos percentuais face ao mês anterior.

Espanha em queda acentuada 

Pior está o mercado em Espanha onde os preços depreciaram 4,4% no passado mês de Maio, face a igual período do ano anterior.

Segundo dados avançados pelo El Confidencial, a desvalorização acumulada desde finais de 2007 ronda já os 16,5%. As maiores quebra registaram-se nas grandes cidades (-4,7%), nas áreas metropolitanas (-4,3%), na costa mediterránea (-4,1%) e nas Baleares e Canarias (-2,4%).