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Portugueses mantêm a intenção de viajar nas férias

Face aos tempos de crise, a solução escolhida é optar por estadas mais curtas. Espanha e Brasil figuram nas preferências dos que querem ir para o estrangeiro

Conceição Antunes (www.expresso.pt)

Os portugueses mantêm os planos de viajar este ano de férias, apesar dos tempos de crise. Segundo o barómetro "Viagens dos Portugueses 2010" realizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) em parceria com a MultiDados e no âmbito da iniciativa Tourism Think Tank, 91% revela  o desejo de viajar este ano. Entre estes, 71% quer mesmo fazer mais que uma viagem por ano. O inquérito foi realizado a 2500 pessoas em Portugal continental e ilhas, entre 5 e 9 de Abril.

Brasil, Espanha, Reino Unido, França ou Itália, estão entre os destinos de eleição para os que pretendem fazer férias fora de Portugal. Mais de metade, prevê gastar durante as férias entre 26 a 75 euros diários por cada pessoa da família. Cerca de 41% tenciona reservar e comprar o alojamento através da Internet, e 24,6% recorrer aqui aos serviços de uma agência de viagens.

Resultados semelhantes são apurados pelo inquérito "Férias fora de Casa" do portal de reservas Hotels.com, cujo foco foi o de apurar se a crise financeira irá afectar as opções de férias dos portugueses. O inquérito foi realizado pela Marktest, de 5 a 11 de Maio, a 400 residentes em Portugal.

De acordo com o inquérito da Marktest, 34% dos portugueses entrevistados continua em 2010 a querer fazer férias fora de Portugal pelo menos uma vez por ano, apesar do ambiente recessivo. Este valor reflecte uma ligeira subida face aos 31,5% do inquérito similar realizado em 2009, indiciando uma tendência de aumento de confiança dos portugueses em investir na compra de férias fora do país.

Confrontados com a questão se os seus planos de férias serão afectados  pela crise económica, 47,2% dos inquiridos respondeu que não, mostrando-se assim resistentes às mensagens pessimistas em torno da crise, e no sentido destas não atrapalharem os seus planos de férias.

Estadas mais curtas, afirma-se como a principal solução (para 22,7% dos inquiridos) no sentido de contornar os tempos de crise sem abdicar dos planos de viajar. Já o grupo etário dos 25 aos 34 anos revela que irá optar por fazer férias mais económicas.

Uma fatia residual, 5,2% dos inquiridos, pretende optar pela solução "radical" de em 2010 ficar em casa durante as férias, segundo o mesmo estudo.