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Portugal volta a sair do clube de bancarrota

Depois de ter reentrado no início desta semana no TOP 10 mundial de maior risco de default, Portugal voltou a sair. As razões da saída derivam da reentrada da Letónia e da consolidação das posições dos estados americanos da Califórnia e do Illinois.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

Portugal voltou a sair do TOP 10 mundial de maior probabilidade de default (incumprimento da dívida soberana) ao fim de uma semana.

Na segunda-feira passada, o país havia reentrado directamente para o 8º lugar, mas acabou por descer para o último lugar depois da entrada fulgurante do estado americano do Illinois que veio fazer companhia à Califórnia neste clube.

Com a reentrada sexta-feira, durante a tarde, da Letónia (também membro da União Europeia e com um programa de intervenção do Fundo Monetário Internacional) para o último lugar do TOP 10, Portugal saiu. A probabilidade de default portuguesa desceu abaixo de 21%.

Grécia subiu ao 2º lugar

A Grécia, no entanto, viu a sua posição agravada, ascendendo desde quinta-feira ao segundo lugar do TOP 10, substituindo, nessa posição, a Argentina. O risco de default grego ascende quase a 49%. Apesar da "redoma" em que Atenas foi colocada graças ao acordo com Bruxelas e o FMI, a desconfiança dos investidores num horizonte de cinco anos (período abrangido pelos credit default swaps relacionados com o risco de incumprimento da dívida) continua preta.

Na fronteira com o clube de alto risco estão hoje um conjunto de países que abrangem os restantes PIGS - casos de Portugal, Espanha e Irlanda - e diversos países da "frente de leste" europeia (Roménia, Bulgária, Hungria e Croácia).

A frente americana

Esta semana confirmou a nova "frente" de risco relacionada com a situação de crise orçamental de diversos estados americanos, com destaque para a Califórnia e o Illinois, como já fizemos referência.