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Portugal aumenta risco de bancarrota

Portugal voltou a entrar hoje (23/06) de manhã no clube, directamente para 9º lugar. Ontem entrara à tarde e saira à noite. Grécia com novo recorde de risco: 54,5%. Espanha e Irlanda também em alta

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

Voltámos ao entra e sai. Portugal reentrou, hoje (23/06) de manhã, directamente para o 9º lugar do TOP 10 mundial da probabilidade de dedault (incumprimento da dívida soberana), ultrapassando a Califórnia. Risco acima dos 24%, segundo o monitor da CMA DataVision.

Ontem (22/06), ao final da sessão da tarde, Portugal reingressara no TOP 10, de onde havia saído no dia 18 de Junho. A percepção de risco era de quase 23% e o país entrou para o 10º lugar. Mas, no final da sessão de ontem, voltou a sair e a dar lugar à Letónia.

Em suma: a situação é, de novo, de grande volatilidade.

Grécia em 2º lugar com novo recorde

Desde 17 de Junho que a Grécia tem assistido a um movimento de subida da sua probabilidade de default, apesar da intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de Bruxelas.

Atenas subiu para o segundo lugar no TOP 10 mundial deste risco, e tem-se mantido nesse posto ao longo da segunda metade de Junho, assistindo ao aumento gradual da probabilidade de default que já ultrapassa os 54% (superando o pico histórico de 6 de Maio).

O movimento de subida da Grécia e Portugal tem sido acompanhado em particular pelo aumento da probabilidade de default de dois outros PIGS (acrónimo humorístico em inglês para o grupo Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha). A Irlanda e a Espanha voltaram ao foco negativo na percepção dos investidores para os próximos cinco anos. Quer o "tigre celta", quer o nosso vizinho ibérico estão já acima do patamar dos 21%.

Risco político em Dublin e bancário em Madrid

O risco de instabilidade no cenário político em Dublin fruto de sondagens recentes alterando profundamente o xadrez político, agravado pela necessidade do sistema financeiro ter de arranjar o equivalente a 50% do PIB irlandês deste ano para refinanciar a dívida que chega à maturidade, estão a deixar os investidores internacionais nervosos.

As múltiplas notícias e rumores sobre a situação de eventuais perdas da banca espanhola (€99 mil milhões até 2012, segundo a Standard & Poor's) devido à crise imobiliária local e sobre os resultados dos testes de stresse a esse sistema bancário são lenha para a fogueira na percepção negativa dos investidores.