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'Ping-pong' no imposto sobre os depósitos em Chipre

O polémico imposto que será aplicado sobre os depósitos bancários no Banco do Chipre poderá ser duas vezes maior do que a proposta pelo Eurogrupo há precisamente uma semana para todos os bancos.

Carlos Abreu

Jornalista

Os depósitos superiores a 100 mil euros no Banco do Chipre, o maior do país, deverão pagar um imposto de 30% contra os 9,9% previstos no plano chumbado na semana passada pelo parlamento, anunciou hoje o porta-voz do Governo.

Os depósitos abaixo desse montante ficarão isentos, ao contrário do que previa a proposta chumbada a 19 de março pelos deputados, que deixava de fora apenas os depósitos até 20 mil euros e impunha, a todos os depósitos de todos os bancos, uma taxa de 6,75% àqueles que tivessem entre 20 mil e 100 mil euros.

A proposta recusada pelos deputados cipriotas (36 votos contra, 19 abstenções e nenhum voto favorável) não correspondeu àquela que saiu da conturbada reunião o Eurogrupo de 15 de março e que não deixava ninguém de fora, aplicando a taxa de 6,75% para todos os depósitos até 100 mil euros.

Confrontados com o alarme causado por este imposto, os ministros das finanças, reunidos por teleconferência a 18 de março, sugeriam ao Chipre aplicar uma taxa zero aos depósitos inferiores a 100 mil euros e aumentar para 15,6% a taxa a aplicar a todos os outros depósitos.

A confirmar-se a taxa hoje anunciada pelo porta-voz do Governo cipriota, afinal, os 15,6% nem eram assim tão maus, pelo menos para os maiores depositantes do Banco do Chipre.

Clique na imagem para ler "o que se disse na reunião do Eurogrupo de 15 de março"