Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Petrobras quer parceria para o mercado europeu

O projecto desenvolvido entre a Galp e a brasileira Petrobras na área dos biocombustíveis deve aplicar-se à Península Ibérica e a todas as oportunidades que surjam no mercado europeu, diz o responsável brasileiro por esta área de negócio, Miguel Rosseto.

J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)

A parceria entre a Galp e a Petrobras para a área dos biocombustíveis - o "Projecto Belém" - detido em partes iguais de 50% de capital por cada uma das duas empresas, "vai actuar nos mercados de Portugal e de Espanha, mas também desenvolverá todas as oportunidades de negócio que surjam nesta área entre os países da União Europeia", revelou ao Expresso o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rosseto.

Este projecto envolve um investimento de €357 milhões e deverá produzir cerca de 270 mil toneladas de biodiesel de segunda geração. Já começaram a ser criadas em viveiro um milhão de plantas de palma, que serão posteriormente plantadas para produzir o óleo de palma destinado a abastecer a unidade de refinação que será construída na refinaria de Sines.

"Estaremos prontos a avançar para a produção do biodiesel de segunda geração no início de 2015", adiantou Miguel Rosseto. Mas, até lá, o presidente executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, diz que "o Governo português deverá clarificar a legislação fiscal sobre biocombustíveis, para que as empresas que efectuam este investimento possam fazer as suas contas e aferir a rentabilidade do projecto, calculando a carga fiscal previsível a incorporar no preço final de venda do biodiesel de segunda geração".

A Galp e a Petrobras terão de constituir a empresa conjunta que vai gerir este negócio, para a qual ainda não há um nome escolhido. No entanto, como este projecto foi designado por "Belém", Miguel Rosseto admite que esta pode ser uma boa designação para a futura empresa.