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Passos Coelho: "Portugal evita Fundo de Emergência se fizer reformas"

O presidente do PSD afirmou que Portugal terá de adotar "rapidamente" um conjunto de reformas para evitar o recurso ao Fundo de Emergência Europeu.

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, disse hoje que, se Portugal não quiser recorrer financeiramente ao Fundo de Emergência Europeu, terá de adotar "rapidamente", no Orçamento do Estado para 2011, um conjunto de reformas com impacto a longo prazo.      No final da audiência com o primeiro ministro, José Sócrates, sobre a próxima cimeira europeia, Pedro Passos Coelho colocou vários cenários sobre a eventual necessidade de Portugal recorrer ao financiamento do Fundo de Emergência Europeu.     "Temos uma situação ainda débil do ponto de vista financeiro e precisamos de fazer reformas importantes que ajudem não só a garantir uma trajetória até 2013 de redução do défice para 2,8%, mas também precisamos de mostrar aos mercados que, após 2013, manteremos a disciplina orçamental", referiu Pedro Passos Coelho.   Neste contexto, o líder social democrata defendeu que "não basta encontrar um conjunto de medidas de conjuntura que permitam a Portugal resolver o problema do défice nos próximos dois ou três anos". 

Reformas estruturais com impacto a longo prazo

  "Temos de lançar mão de reformas estruturais que tornem a dívida portuguesa sustentável no longo prazo. Se tomarmos as medidas estruturais necessárias que deem garantias aos mercados que Portugal não voltará a registar problemas desta dimensão, se fizermos o nosso trabalho de casa é então possível evitar o recurso a esse financiamento ", frisou.      No entanto, para o presidente do PSD, se Portugal "demorar muito tempo a fazer essas reformas, chegará a uma altura em que haverá menor capacidade e menor liberdade de decisão" em matéria de financiamentos externos.      "Se não vamos fazer aquilo que devemos sem intervenção externa, então devemos estar disponíveis (enquanto temos alguma margem de manobra) para poder eventualmente recorrer a fontes de financiamento mais estáveis para a nossa economia, mas, em contrapartida, temos de nos obrigar a reformas estruturais importantes", sustentou.

Evitar obrigações externas 

No entanto, colocando o melhor dos cenários prováveis, Pedro Passos Coelho referiu que, se Portugal fizer reformas "sem se sujeitar a obrigações externas, então melhor".     "Mas isso significa que já não temos muito tempo para as adotar e espero que no Orçamento do Estado para 2011 o Governo dê já um sinal importante que essa reformas podem ser desenvolvidas", disse.      Interrogado se o PSD faz do Orçamento do Estado para 2011 um teste definitivo ao Governo, Pedro Passos Coelho respondeu que se trata de "um instrumento muito importante".     " A credibilidade externa de Portugal joga-se muito com ambição que soubermos colocar nos objetivos de curto e médio prazo - e o Governo tem aí uma responsabilidade muito grande. A seu tempo, espero que o Governo apresente uma proposta de Orçamento para 2011, que não apenas reafirme os objetivos de redução do défice, mas dê também um contributo para a redução da dívida a médio e longo prazo", afirmou.     O presidente do PSD considerou que ainda é cedo para se discutir o Orçamento do Estado para 2011, mas "é com certeza uma peça importante para o país e para a credibilidade externa do país".      ***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

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